Caso Master: Presidente do STF reúne acusações e aguarda manifestações de Moraes e Mendonça
Por Yasmin Mota | 07/09/2026 11:12 e atualizado em 07/09/2026
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Resumo da notícia
- O presidente do STF, Edson Fachin, passou a concentrar a análise da crise entre Alexandre de Moraes e André Mendonça envolvendo o Banco Master, antes de decidir sobre eventuais providências ou levar o caso ao plenário.
- A PGR terá cinco dias úteis para se manifestar sobre a atuação de Moraes. Depois, Mendonça terá mais cinco dias para responder. Fachin destacou que os prazos não representam julgamento antecipado das acusações.
- A crise envolve mensagens entre Moraes e Daniel Vorcaro, além de acusações feitas por Moraes contra Mendonça. Fachin retirou o material do inquérito das Fake News e determinou que ele fosse analisado em procedimento próprio da Presidência do STF.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, centralizou a análise da crise envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça no caso Banco Master. O objetivo é reunir as versões dos envolvidos antes de decidir sobre eventuais providências ou sobre uma possível análise do caso pelo plenário da Corte.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) terá cinco dias úteis para se manifestar sobre a admissibilidade e a regularidade do procedimento adotado por Moraes. Depois, Mendonça terá mais cinco dias úteis para responder aos questionamentos. Fachin ressaltou que a abertura dos prazos não representa uma conclusão antecipada sobre as acusações.
Na quinta-feira (3), Fachin também havia dado cinco dias para que Moraes, Mendonça, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, prestassem esclarecimentos sobre pontos relacionados à divulgação de mensagens entre Moraes e Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.
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A crise se intensificou na terça-feira (1º), quando Mendonça retirou o sigilo de um relatório da PF com mensagens e registros de contatos entre Vorcaro e Moraes. O documento indicava que o ex-banqueiro buscava interlocução com o ministro durante o avanço das investigações sobre o Banco Master.
Depois, Moraes apresentou a Fachin uma decisão na qual apontou “fortes indícios” de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade na atuação de Mendonça. O ministro acusou o colega de interferir em investigações, participar irregularmente de tratativas de colaboração premiada e direcionar apurações por razões políticas e pessoais.
Inicialmente, as acusações foram apresentadas no inquérito das Fake News, relatado por Moraes. Na sexta-feira (4), Fachin determinou que o material fosse retirado do processo e incorporado a um procedimento sob responsabilidade da Presidência do STF, que passou a concentrar os questionamentos dos dois lados.
Fachin também busca esclarecer a atuação da PF ao encontrar informações envolvendo autoridades com foro no Supremo, além de possíveis acessos a documentos particulares e divulgação de dados protegidos por sigilo judicial.
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