Casos de arritmia cardíaca disparam com envelhecimento da população
Por Hamurabi Dias | 07/08/2025 17:25 e atualizado em 07/08/2025
Foto: Divulgação
Resumo da notícia
- As arritmias cardíacas, especialmente a Fibrilação Atrial (FA), estão aumentando no Brasil devido ao envelhecimento populacional e doenças crônicas, afetando cerca de 2 milhões de pessoas e elevando o risco de AVC e insuficiência cardíaca.
- O diagnóstico precoce é desafiador, pois os sintomas podem ser sutis ou ausentes. Tratamentos incluem medicamentos e procedimentos como a ablação por cateter.
- Diante da expectativa de aumento dos casos, especialistas reforçam a importância de políticas preventivas, como controle de fatores de risco (hipertensão, diabetes, obesidade) e promoção de hábitos saudáveis, além da educação da população sobre os sintomas.
Batimentos fora do ritmo, cansaço inexplicável e desmaios recorrentes têm deixado de ser sintomas isolados para se tornarem alertas comuns nos consultórios cardiológicos. O motivo é o avanço das arritmias cardíacas, especialmente a Fibrilação Atrial (FA), que cresce entre os brasileiros com o envelhecimento da população e o aumento de doenças crônicas associadas.
Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), a FA já atinge cerca de 2 milhões de brasileiros, e esse número tende a aumentar. A condição está associada a um risco cinco vezes maior de acidente vascular cerebral (AVC) e pode causar insuficiência cardíaca se não for diagnosticada e tratada a tempo.
“A conscientização sobre as arritmias é fundamental, porque os sintomas podem ser sutis ou até inexistentes, o que dificulta o diagnóstico precoce”, afirma a cardiologista Marianna Andrade.
✅📲 AQUI A NOTÍCIA CHEGA PRIMEIRO: Seu novo portal de notícias de Feira de Santana e região! Entre no nosso grupo do WhatsApp e receba as principais notícias na palma da mão!
>> Siga o perfil oficial do T Notícias no Instagram para mais informações.
O Ministério da Saúde destaca que as arritmias representam cerca de 20% das emergências cardiovasculares no Brasil. A Fibrilação Atrial é a forma mais comum, principalmente em pessoas com mais de 60 anos e com fatores de risco como hipertensão, diabetes, obesidade, apneia do sono e histórico de doenças cardíacas.
O diagnóstico pode ser feito por exames como eletrocardiograma e Holter de 24 horas. Além de medicamentos, há tratamentos mais avançados, como a ablação por cateter, que isola os circuitos elétricos anômalos do coração.

Foto: Divulgação
“A ablação é um procedimento minimamente invasivo e, em muitos casos, pode representar a cura da arritmia, permitindo ao paciente recuperar sua qualidade de vida”, explica Marianna Andrade.
O aumento da longevidade deve ampliar os casos de arritmia nos próximos anos, reforçando a necessidade de políticas de prevenção. “Mais do que tratar, precisamos educar a população sobre os sinais e investir em estratégias preventivas, como o controle da pressão, do diabetes e o incentivo à prática de atividade física regular”, orienta a médica.
As doenças cardiovasculares continuam sendo a principal causa de morte no Brasil, segundo dados do DATASUS. Para especialistas, olhar para o ritmo do coração com atenção é uma medida urgente e necessária.
Acompanhe nas redes sociais: Band FM, Jovem Pan FM e TransBrasil FM. Também estamos presentes no grupo do WhatsApp.
leia também