Cesta básica de Feira de Santana fecha mês de junho com queda de 1,38%
Feira de Santana

Cesta básica de Feira de Santana fecha mês de junho com queda de 1,38%

Cesta básica de Feira de Santana fecha mês de junho com queda de 1,38% Foto: Divulgação

Resumo da notícia

  • O custo da cesta básica em Feira de Santana caiu 1,38% em relação a maio, passando de R$ 630,46 para R$ 621,76, segundo levantamento da UEFS.
  • Entre os produtos que ficaram mais baratos destacam-se o tomate (-11,21%), a banana-prata (-5,84%) e o açúcar (-2,71%). Já os maiores aumentos foram registrados no feijão (+6,40%), na manteiga (+5,35%) e no pão (+4,33%).
  • O valor dos alimentos consumiu 41,47% do salário mínimo líquido, exigindo cerca de 91 horas e 13 minutos de trabalho para sua aquisição. Nos últimos 12 meses, a cesta acumula alta de 8,24%, impulsionada principalmente pelos aumentos do feijão, leite e carne.

O valor da cesta básica, com 12 produtos alimentares (arroz, feijão, farinha, carne, tomate, banana, óleo, café, leite, açúcar, pão e manteiga) e suas respectivas quantidades, passou a custar R$ 621,76 no mês de junho de 2026, em Feira de Santana. Este valor representou redução de 1,38% em comparação com o mês de maio de 2026.

De acordo com o levantamento do programa “Conhecendo a Economia Feirense: o custo da cesta básica e indicadores socioeconômicos”, da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), dos doze produtos que compõem a cesta básica em Feira de Santana no mês de junho de 2026, exatamente metade (seis produtos) tiveram redução em seus preços médios. Foi o caso do tomate (-11,21%), da banana-prata (-5,84%) e do açúcar (-2,71%), além de recuos mais discretos no arroz (-2,12%), café moído (-1,24%) e na carne (-0,20%).

Ao contrário de meses anteriores, o tomate foi o destaque de recuo. De acordo com o comportamento histórico de safra acompanhado pela CONAB, o início do inverno e a consolidação das safras de contratempo costumam normalizar o abastecimento e aumentar a oferta do fruto no mercado atacadista, aliviando o bolso do consumidor.

Por outro lado, os outros seis itens registraram elevação de preço. Os produtos que lideraram as maiores altas foram o feijão (6,40%), a manteiga (5,35%) e o pão (4,33%), seguidos pelo leite pasteurizado (2,38%), óleo de soja (2,32%) e farinha de mandioca (1,03%).

O feijão registrou a maior elevação do mês. Conforme análises do DIEESE e levantamentos de safra da CONAB, esse movimento de alta está atrelado ao período de entressafra da segunda safra (safra das águas/seca) e à redução da área plantada em importantes regiões produtoras, encolhendo a oferta do grão e pressionando os preços no varejo.

Já o avanço nos derivados do leite reflete diretamente o inverno e o período de seca no campo. Com as pastagens mais secas e de menor qualidade nutricional, a captação de leite cru pelas indústrias diminui (entressafra do leite), elevando os custos de produção de laticínios que são repassados ao consumidor final.

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Com relação as variações dos preços da cesta básica em Feira de Santana no último trimestre e nos últimos 12 meses, verifica-se aumento do preço da cesta básica tanto no curto quanto no longo prazo, com altas de 4,06% e 8,24%, respectivamente.

Observa-se que no último trimestre apenas três produtos registraram redução de preço: o café moído (-6,45%), o açúcar (-5,28%) e a banana-prata (-4,97%). Por outro lado, no mesmo período, os preços de alguns itens se elevaram significativamente, a exemplo do feijão (16,68%), do tomate (11,46%) e do óleo de soja (4,62%). Esses aumentos superaram as quedas observadas e resultaram em uma elevação de 4,06% no custo total da cesta básica em Feira de Santana no trimestre.

Ao se averiguar os preços nos últimos 12 meses, percebe-se um cenário misto entre os produtos, mas com forte impacto das altas mais expressivas. As maiores elevações foram registradas no feijão (47,54%), no leite pasteurizado (14,86%) e na carne (14,04%).

Em contrapartida, reduções importantes foram observadas no arroz (-20,60%), no café moído (-16,61%) e no açúcar (-15,73%). Apesar desses recuos significativos no longo prazo, o peso dos aumentos, especialmente do feijão e da carne, determinou uma alta global de 8,24% no preço da cesta básica nos últimos doze meses.

O estudo mostra a trajetória evolutiva dos preços da cesta básica no período de junho de 2025 a junho de 2026, onde se verificam-se movimentos de queda consecutiva nos preços entre os meses de julho e novembro de 2025, momento em que a cesta atingiu o menor patamar do período. Em seguida, observa-se uma trajetória geral de ascendência dos custos, com uma aceleração expressiva a partir de março de 2026 e um leve recuo apenas no último mês (junho de 2026).

De maneira geral, o preço médio da cesta básica em Feira de Santana ao longo desse período de 12 meses foi de R$ 572,91, sendo o valor mínimo de R$ 521 (registrado em novembro de 2025) e o máximo de R$ 630,46, valor que corresponde ao mês de maio de 2026, representando o maior custo da cesta básica no município em todo o intervalo analisado.

Ao analisar o percentual de gasto com cada alimento no preço da cesta, ou seja, verificar a participação percentual de cada alimento no preço total da cesta em junho de 2026, observa-se que os produtos que mais pesaram na composição do preço da cesta básica foram a carne (25,45%), o tomate (17,27%) e o pão (14,64%). Por outro lado, os produtos que menos pesaram na cesta foram o arroz (2,45%), o açúcar (1,73%) e o óleo (1,35%).

Verifica-se que os gastos com as despesas de café da manhã (pão, manteiga, café moído, leite pasteurizado e açúcar) totalizaram 33,53% do preço da cesta, e a participação relativa do almoço (arroz, feijão, farinha de mandioca e carne) foi de 37,95% do custo total. Essas duas grandes refeições representaram 71,48% do preço total da cesta, sendo que o feirense gastou, em média, R$ 208,48 com os itens do café da manhã e gastou R$ 235,96 com os alimentos que compõem o almoço.

O preço da cesta básica ocupou 41,47% do salário mínimo líquido (salário mínimo descontada a contribuição previdenciária de 7,50%), um recuo de 0,58 pontos percentuais (p.p.) em relação ao percentual observado no mês anterior (maio), que havia sido de 42,05%. Esse custo exigiu que o trabalhador feirense dedicasse 91 horas e 13 minutos de sua jornada mensal para adquirir os alimentos essenciais, o que representa uma redução de uma hora e dezessete minutos de tempo de trabalho necessário se comparado ao esforço exigido no mês de maio.

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