Cesta básica em Feira de Santana ficou mais barata em fevereiro de 2026, mostra pesquisa
Feira de Santana

Cesta básica em Feira de Santana ficou mais barata em fevereiro de 2026, mostra pesquisa

Cesta básica em Feira de Santana ficou mais barata em fevereiro de 2026, mostra pesquisa Foto: Divulgação

Resumo da notícia

  • A cesta básica em Feira de Santana passou a custar R$ 551,91 em fevereiro de 2026, registrando queda de 1,28% em relação a janeiro, segundo pesquisa da Universidade Estadual de Feira de Santana.
  • Dos 12 produtos analisados, sete tiveram redução de preço, com destaque para banana-prata (-14,20%), óleo de soja (-9,57%) e leite (-6,39%). Já feijão (16,74%) e tomate (11,43%) apresentaram as maiores altas.
  • A cesta comprometeu 36,81% do salário mínimo líquido, exigindo que o trabalhador trabalhasse 81 horas e 33 minutos para comprá-la.

O valor da cesta básica, definida pelo Decreto-Lei Nº 399, de 30 de abril de 1938, que estabelece 12 produtos alimentares (arroz, feijão, farinha, carne, tomate, banana, óleo, café, leite, açúcar, pão e manteiga) e suas respectivas quantidades, passou a custar R$ 551,91 no mês de fevereiro de 2026, em Feira de Santana. Este valor representou queda de 1,28% em comparação com o mês de janeiro de 2026.

Segundo a pesquisa do programa “Conhecendo a Economia Feirense: o custo da cesta básica e indicadores socioeconômicos”, da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), dos doze produtos que compõem a cesta, sete tiveram reduções em seus preços médios, destacando-se as quedas nos preços da banana-prata (-14,20%), do óleo de soja (-9,57%) e do leite (-6,39%). Os produtos que registraram as maiores elevações foram o feijão (16,74%), e o tomate (11,43%).

O feijão foi um dos produtos que sofreram maior aumento. Isso deveu-se à baixa disponibilidade do grão no mercado e a uma elevada demanda. De acordo com a Conab, as interferências do clima atrasaram o ritmo da colheita em comparação a ciclos anteriores, o que reduziu o volume disponível para o consumo. Esta escassez no campo foi um dos principais fatores para elevação do preço do alimento.

Com relação as variações dos preços da cesta básica em Feira de Santana no último trimestre (dezembro/janeiro/fevereiro) e nos últimos 12 meses (fevereiro de 2025 a fevereiro de 2026), no curto prazo, verifica-se aumento do preço da cesta básica em 5,93% e uma pequena redução de 0,73% no longo prazo.

Observa-se que houve redução do preço na maioria dos produtos no último trimestre. As maiores altas foram nos preços do tomate (65,96%) e do feijão (18,41%). Estes aumentos resultaram em uma elevação de 5,93% no custo da cesta básica em Feira de Santana no último trimestre.

Ao se averiguar os preços nos últimos 12 meses, percebe-se que houve queda nos preços de seis produtos, com as maiores reduções sendo observadas para o arroz, o açúcar e a manteiga. Com isso, observa-se uma redução no preço da cesta básica de 0,73%, nos últimos doze meses.

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A trajetória evolutiva dos preços da cesta básica nos últimos 12 meses mostra movimentos de elevação dos preços entre os meses de abril e julho de 2025. Em seguida, observa-se uma trajetória de queda nos preços, com destaque para novembro de 2025, que apresentou o menor preço da cesta básica do ano de 2025. De maneira geral, o preço médio da cesta básica em Feira de Santana foi de R$ 558,79, sendo mínimo R$ 521 e o máximo R$ 579,84, portanto, com pouca variação ao longo do ano.

Ao analisar o percentual de gasto de cada alimento no preço da cesta, onde verifica-se a participação percentual de cada alimento (preço médio multiplicado pela quantidade estabelecida de cada produto na cesta) no preço total da cesta, os produtos que mais pesaram na composição do preço da cesta básica foram a carne, o pão e o tomate e os produtos que menos pesaram na cesta foram o arroz, o açúcar e o óleo de soja.

Os gastos com as despesas de café da manhã (pão, manteiga, café, leite e açúcar) totalizaram 36,37% do preço da cesta e a participação relativa do almoço (arroz, feijão, farinha e carne) foi de 38,84% do preço da cesta. Essas duas grandes refeições representaram 75,21% do preço da cesta, sendo que o feirense gastou, em média, R$ 200,79 (1,65% a menos que em janeiro) com o café da manhã e gastou R$ 214,32 208,63 com o almoço (2,73% a mais que em janeiro).

O preço da cesta básica ocupou 36,81% do salário mínimo líquido (salário mínimo descontada a contribuição previdenciária de 7,50%), 0,29 ponto percentual inferior ao observado em janeiro, exigindo que o trabalhador feirense trabalhasse 81 horas e 33 minutos para adquirir a cesta básica, resultando em quatro minutos a menos de trabalho para comprá-la.

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