Cesta básica em Feira de Santana inicia 2026 em alta; confira valor
Por Hamurabi Dias | 18/02/2026 19:01 e atualizado em 19/02/2026
Foto: Divulgação
Resumo da notícia
- A cesta básica em Feira de Santana passou a custar R$ 559,06 em janeiro, aumento de 2,25% em relação a dezembro, segundo pesquisa da Universidade Estadual de Feira de Santana. As maiores altas foram do tomate (+19,15%) e do óleo de soja (+5,02%).
- Carne, pão e tomate foram os itens que mais pesaram no valor total. Café da manhã e almoço juntos representam 74,46% do custo da cesta. No acumulado de 12 meses, a alta foi moderada (0,76%), apesar de quedas em vários produtos.
- Mesmo com o aumento mensal, o comprometimento da cesta caiu para 37,28% do salário mínimo líquido, devido ao reajuste de 6,79% no início de 2026. O trabalhador precisou de 81h58 de trabalho para adquirir a cesta, menos tempo que em dezembro.
O valor da cesta básica, definida pelo Decreto-Lei Nº 399, de 30 de abril de 1938, que estabelece 12 produtos alimentares (arroz, feijão, farinha, carne, tomate, banana, óleo, café, leite, açúcar, pão e manteiga) e suas respectivas quantidades, passou a custar R$ 559,06 no mês de janeiro de 2026, em Feira de Santana. Este valor representou aumento de 2,25% em comparação com o mês de dezembro de 2025.
Segundo a pesquisa do programa “Conhecendo a Economia Feirense: o custo da cesta básica e indicadores socioeconômicos”, da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), dos doze produtos que compõem a cesta, seis tiveram reduções em seus preços médios, destacando-se as quedas nos preços do arroz (-3,43%), do café (-1,67%) e do açúcar (-1,60%). Os produtos que registraram as maiores elevações foram o tomate (19,15%) e o óleo de soja (5,02%).
O aumento do preço do tomate se deve a uma queda da oferta devido ao fim do período da safra de inverno e início da safra de verão, essa intercessão entre as safras na maioria das vezes provoca forte variação sobre os preços.

Com relação as variações dos preços da cesta básica em Feira de Santana no último trimestre (novembro/dezembro/janeiro) e nos últimos 12 meses (janeiro de 2025 a janeiro de 2026), no curto prazo verifica-se aumento do preço da cesta básica em 2,42% e um pequeno aumento de 0,84% no longo prazo.
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Observa-se ainda que houve redução do preço de sete produtos, destacando-se as quedas dos preços do açúcar e do arroz, contudo, os preços dos produtos da cesta básica subiram 2,34% no último trimestre. As maiores elevações foram observadas para o tomate e a carne.

A mesma dinâmica foi observada nos últimos 12 meses, pois houve queda nos preços de oito produtos, com as maiores reduções sendo observadas para o arroz, o açúcar e o tomate, mas o preço da cesta básica passou por um pequeno aumento de 0,76%, impulsionados pelos preços do café e da banana.
A trajetória evolutiva dos preços da cesta básica nos últimos 12 meses mostra que os preços da cesta iniciaram o ano de 2025 com movimento ascendente até abril de 2025 para mostrarem uma trajetória decrescente até novembro de 2025 que, inclusive, foi o menor preço do ano. A partir desse momento iniciou-se nova elevação, que perdura até o presente momento.

Ao analisar o percentual de gasto de cada alimento no preço da cesta, onde verifica-se a participação percentual de cada alimento (preço médio multiplicado pela quantidade estabelecida de cada produto na cesta) no preço total da cesta, os produtos que mais pesaram na composição do preço da cesta básica foram a carne, o pão e o tomate e os produtos que menos pesaram na cesta foram o arroz, o açúcar e o óleo de soja.
Os gastos com as despesas do café da manhã (pão, manteiga, café, leite e açúcar) totalizaram 36,95% do preço da cesta e a participação relativa do almoço (arroz, feijão, farinha e carne) foi de 37,51% do preço da cesta. Essas duas grandes refeições representaram 74,46% do preço da cesta, sendo que o feirense gastou, em média, R$ 206,60 (0,01% a mais que em dezembro) com o café da manhã e gastou R$ 208,63 com o almoço (0,55% a menos que em dezembro).

O preço da cesta básica ocupou 37,28% do salário mínimo líquido (salário mínimo descontada a contribuição previdenciária de 7,50%), 1,66 pontos percentuais (p.p.) inferior ao observado em dezembro, exigindo que o trabalhador feirense trabalhasse 81 horas e 58 minutos para adquirir a cesta básica, resultando em quatro horas e vinte e um minutos a menos de trabalho para comprá-la.
Apesar do aumento do preço da cesta básica no mês de janeiro de 2026, observou-se redução do comprometimento da cesta básica no salário mínimo, isso se deve ao reajuste de 6,79% do salário mínimo no início do ano 2026.

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