Cesta básica em Feira de Santana mais barata pelo segundo mês consecutivo em 2025
Feira de Santana

Cesta básica em Feira de Santana mais barata pelo segundo mês consecutivo em 2025

Cesta básica em Feira de Santana mais barata pelo segundo mês consecutivo em 2025 Foto: ASSECOM/RN

Resumo da notícia

  • A cesta básica em Feira de Santana custou R$ 574,41, uma queda de 0,62% em relação a maio. Dos 12 produtos, seis tiveram aumento – com destaque para o tomate (5,45%) e o café (3,33%) – e os maiores recuos foram da farinha (-8,86%) e da banana-prata (-7,99%), ambos devido ao aumento da oferta.
  • No trimestre (abril a junho), a cesta subiu 2,20%, mesmo com a queda no preço de sete itens. Já nos últimos 12 meses (junho de 2024 a junho de 2025), o aumento foi de 7,52%, impulsionado principalmente por café, carne e óleo de soja, apesar da queda do arroz e do açúcar.
  • A cesta comprometeu 40,91% do salário mínimo líquido em junho, exigindo 89h59 de trabalho. As refeições de café da manhã e almoço representaram 71,97% do custo total, sendo R$ 207,62 gastos com café da manhã e R$ 205,80 com almoço.

O valor da cesta básica, definida pelo Decreto-Lei Nº 399, de 30 de abril de 1938, que estabelece 12 produtos alimentares (arroz, feijão, farinha, carne, tomate, banana, óleo, café, leite, açúcar, pão e manteiga) e suas respectivas quantidades, passou a custar R$ 574,41 no mês de junho de 2025, em Feira de Santana. Este valor representou queda de 0,62% em comparação com o mês de maio.

Segundo o estudo ‘Custo da cesta básica e indicadores socioeconômicos’, do curso de Ciências Econômicas da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) dos doze produtos que compõem a cesta, seis sofreram aumento em seus preços médios. Os produtos que registraram as maiores elevações foram o tomate (5,45%) e o café (3,33%). Os alimentos que tiveram as maiores reduções em seus preços médios foram a farinha (-8,86%) e a banana-prata (-7,99%).

No mês de junho a farinha foi o produto com a maior redução, tal resultado ocorreu pela maior oferta do produto neste período. Além da farinha, a banana prata também sofreu redução, consequência do aumento da oferta, devido à safra de inverno.

Com relação às altas, o café moído permaneceu com preços em ascensão, apresentando no mês de junho uma variação de 3,33%, a permanência do preço mais elevado do café, ainda se justifica pela redução da oferta mundial. Outro produto que merece destaque pelo aumento do preço é o tomate, que subiu 5,45%, após ter sofrido redução de 12,16% em maio.

Sobre as variações dos preços da cesta básica em Feira de Santana no último trimestre (abril/maio/junho) e nos últimos 12 meses (junho de 2024 a junho de 2025), observa-se elevação do preço da cesta básica tanto no curto prazo (2,20%), quanto no longo prazo (7,52%).

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Ainda observa-se que houve redução do preço de sete produtos no último trimestre (arroz, açúcar, banana-prata, farinha, leite, manteiga e óleo de soja), porém as elevações dos outros elementos sobrepuseram as diminuições dos preços, gerando aumento total de 2,20%. Os produtos que mais contribuíram para essa elevação nos últimos três meses foram o café moído, o tomate, o pão e a carne.

Ao se averiguar os últimos 12 meses, ou seja, de junho de 2024 a junho de 2025, os preços da cesta básica aumentaram 7,52%. Nesse período, os produtos com as maiores reduções foram o arroz e o açúcar. E as maiores altas foram observadas para o café, a carne e o óleo de soja.

Na análise da trajetória evolutiva dos preços da cesta básica nos últimos 12 meses, verificam-se dois movimentos: um de diminuição dos preços, indo de junho a outubro de 2024, e um de elevação compreendendo o período de outubro de 2024 até maio de 2025.

O estudo mostra que o percentual de gasto de cada alimento no preço da cesta, ou seja, a participação percentual de cada alimento (preço médio multiplicado pela quantidade estabelecida de cada produto na cesta) no preço total da cesta, os produtos que mais pesaram na composição do preço da cesta básica foram a carne, o pão, o tomate e a banana-prata e os produtos que menos pesaram na cesta foram o arroz, o açúcar e o óleo de soja.

Os gastos com as despesas do café da manhã (pão, manteiga, café, leite e açúcar) totalizaram 36,14% do preço da cesta e a participação relativa do almoço (arroz, feijão, farinha e carne) foi de 35,83% do preço da cesta. Essas duas grandes refeições representaram 71,97% do preço da cesta, sendo que o feirense gastou, em média, R$ 207,62 (1,26% a menos que em maio) com o café da manhã e gastou R$ 205,80 com o almoço (0,28% a mais que em maio).

O preço da cesta básica ocupou 40,91% do salário mínimo líquido (salário mínimo descontada a contribuição previdenciária de 7,50%), 0,25 pontos percentuais (p.p.) inferior ao observado em maio, exigindo que o trabalhador feirense trabalhasse 89 horas e 59 minutos para adquirir a cesta básica, resultando em 1 minuto e 14 segundos a menos de trabalho para comprá-la.

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