Cesta básica em Feira de Santana no mês de maio registra nova alta e atinge maior valor de 2026
Por Hamurabi Dias | 13/06/2026 12:11 e atualizado em 13/06/2026
Foto: Divulgação
Resumo da notícia
- O custo da cesta básica em Feira de Santana chegou a R$ 630,46 em maio de 2026, alta de 3,38% em relação a abril e o maior valor registrado nos últimos 12 meses.
- Os produtos que mais subiram de preço foram o tomate (19,01%), o feijão (8,31%) e a farinha de mandioca (3,99%). Já manteiga, leite e banana apresentaram redução nos preços.
- A cesta básica passou a consumir 42,05% do salário mínimo líquido, exigindo cerca de 92 horas e 30 minutos de trabalho para sua compra. Carne, pão e tomate foram os itens que mais pesaram no custo total.
O valor da cesta básica com 12 produtos alimentares (arroz, feijão, farinha, carne, tomate, banana, óleo, café, leite, açúcar, pão e manteiga) e suas respectivas quantidades, determinadas Decreto-Lei Nº 399, de 30 de abril de 1938, passou a custar R$ 630,46 no mês de maio de 2026, em Feira de Santana. Este valor representou alta de 3,38% em comparação com o mês de abril de 2026.
De acordo com o levantamento do programa “Conhecendo a Economia Feirense: o custo da cesta básica e indicadores socioeconômicos”, da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), dos doze produtos que compõem a cesta, apenas seis tiveram reduções em seus preços médios, a exemplo da manteiga (-3,10%), do leite (-2,08%), e da banana-prata (-1,58%). Os produtos que registraram as maiores elevações foram o tomate (19,01%), o feijão (8,31%) e a farinha de mandioca (3,99%).
O tomate foi o produto com maior elevação devido à finalização da safra de verão e início da safra de inverno. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com as temperaturas mais baixas a maturação do fruto se torna mais lenta.
Com relação as variações dos preços da cesta básica em Feira de Santana no último trimestre (março/abril/maio) e nos últimos 12 meses (maio de 2025 a maio de 2026), verifica-se aumento do preço da cesta básica tanto no curto quanto no longo prazo, 14,23% e 9,08%, respectivamente.
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O estudo aponta que houve redução do preço de oito produtos no último trimestre. Por outro lado, no mesmo período, os preços de alguns itens se elevaram demasiadamente, a exemplo do tomate (61,54%) e do feijão (19,37%). Estes aumentos resultaram em uma elevação de 14,23% no custo da cesta básica em Feira de Santana no último trimestre.
Ao se averiguar os preços nos últimos 12 meses, percebe-se que também houve aumento dos preços dos produtos: as maiores altas foram do feijão (39,35%) e da carne (15,85%). Com isso, observa-se uma alta no preço da cesta básica de 9,08% nos últimos doze meses.
A trajetória evolutiva dos preços da cesta básica nos últimos 12 meses mostra movimentos de queda dos preços entre os meses de julho e novembro de 2025. Em seguida, observa-se uma trajetória de ascendência dos preços, com destaque para março de 2026, se mantendo em alta até o presente momento.
De maneira geral, o preço médio da cesta básica em Feira de Santana foi de R$ 569,55, sendo o mínimo de R$ 521 e o máximo de R$ 630,46, valor que corresponde ao mês de maio de 2026, maior custo da cesta básica de Feira de Santana no período de um ano.
Ao analisar o percentual de gasto com cada alimento no preço da cesta, ou seja, verificar a participação percentual de cada alimento (preço médio multiplicado pela quantidade estabelecida de cada produto na cesta) no preço total da cesta, os produtos que mais pesaram na composição do preço da cesta básica foram a carne, o pão e o tomate. Por outro lado, os produtos que menos pesaram na cesta foram o arroz, o açúcar e o óleo de soja.
Os gastos com as despesas de café da manhã (pão, manteiga, café, leite e açúcar) totalizaram 32,06% do preço da cesta e a participação relativa do almoço (arroz, feijão, farinha e carne) foi de 37,10% do preço da cesta. Essas duas grandes refeições representaram 69,16% do preço da cesta, sendo que o feirense gastou, em média, R$ 202,07 (1,27 a menos em relação a abril) com o café da manhã e gastou R$ 233,85 com o almoço (2,14% a mais em relação a abril).
O preço da cesta básica ocupou 42,05% do salário mínimo líquido (salário mínimo descontada a contribuição previdenciária de 7,50%), 1,38 pontos percentuais superior ao observado em abril, exigindo que o trabalhador feirense trabalhasse 92 horas e 30 minutos para adquirir a cesta básica, resultando em três horas e dois minutos a mais de trabalho para comprá-la.
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