Cesta básica em Feira de Santana volta ficar mais cara após dois meses em queda
Por Hamurabi Dias | 11/08/2025 18:12 e atualizado em 12/08/2025
Foto: ASSECOM/RN
Resumo da notícia
- Em julho de 2025, o valor da cesta básica em Feira de Santana foi R$ 578,86, com aumento de 0,77% em relação a junho, devido a alta nos preços de oito dos doze produtos, destacando manteiga (6,01%), leite (3,42%) e farinha de mandioca (2,62%); feijão, óleo de soja e arroz tiveram queda.
- No último trimestre, a cesta básica teve leve queda de 0,17%, enquanto no acumulado de 12 meses houve alta de 15,43%, com maiores aumentos no café, carne e óleo de soja, e redução no arroz e feijão; carne, pão, tomate e banana-prata são os itens que mais pesam no custo total.
- O custo da cesta básica representa 41,22% do salário mínimo líquido em Feira de Santana, exigindo que o trabalhador dedique cerca de 90 horas e 41 minutos para comprá-la, aumentando em 1 minuto e 12 segundos em relação a junho.
O valor da cesta básica, definida pelo Decreto-Lei Nº 399, de 30 de abril de 1938, que estabelece 12 produtos alimentares (arroz, feijão, farinha, carne, tomate, banana, óleo, café, leite, açúcar, pão e manteiga) e suas respectivas quantidades, passou a custar R$ 578,86 no mês de julho de 2025, em Feira de Santana. Este valor representou elevação de 0,77% em comparação com o mês de junho.
Segundo a pesquisa ‘Conhecendo a economia feirense: custo da cesta básica e indicadores socioeconômicos’, do curso de Ciências Econômicas da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), esta elevação no preço médio da cesta básica em julho foi inesperada, tendo sido apenas a segunda vez desde o início da coleta dos preços que o preço médio de julho foi superior ao preço de junho.
Dos doze produtos que compõem a cesta, oito sofreram aumento em seus preços médios. Os produtos que registraram as maiores elevações foram a manteiga (6,01%), o leite (3,42%) e a farinha de mandioca (2,62%). Os alimentos que tiveram as maiores reduções em seus preços médios foram o feijão (-3,17%), o óleo de soja (-2,48%) e o arroz (-2,39%).

De acordo com a análise dos pesquisadores, a redução do preço do feijão foi acarretada pelas condições climáticas favoráveis à produção de feijão na região Nordeste. Para a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB, 2025), as chuvas na região produtora que abrange áreas de Sergipe, Alagoas e Nordeste da Bahia contribuíram para a manutenção da umidade no solo elevada, sobretudo, nas áreas mais próximas ao litoral, favorecendo o desenvolvimento do feijão.
Sobre as variações dos preços da cesta básica em Feira de Santana no último trimestre (maio/junho/julho) e nos últimos 12 meses (julho de 2024 a julho de 2025), observa-se queda do preço da cesta básica no curto prazo (-0,17%), mas elevação no longo prazo aumento (15,43%).

Ainda se observa a redução do preço de seis produtos no último trimestre (arroz, açúcar, banana prata, farinha, feijão e tomate). Essas reduções proporcionaram uma queda de 0,17% na cesta básica de Feira de Santana. No lado das elevações tiveram os seguintes produtos: café, carne, leite, manteiga, óleo de soja e pão.
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Ao se averiguar os últimos 12 meses, ou seja, de julho de 2024 a julho de 2025, os preços da cesta básica aumentaram 15,43%. Nesse período, os produtos com as maiores reduções foram o arroz e o feijão. E as maiores altas foram observadas para o café, a carne, e o óleo de soja.
Na análise da trajetória evolutiva dos preços da cesta básica nos últimos 12 meses, verificam-se movimentos de diminuição dos preços, indo de julho a setembro de 2024, e um de elevação compreendendo o período de setembro de 2024 até abril de 2025.

O estudo mostra a participação percentual de cada alimento (preço médio multiplicado pela quantidade estabelecida de cada produto na cesta) no preço total da cesta, os produtos que mais pesaram na composição do preço da cesta básica foram a carne, o pão, o tomate e a banana-prata e os produtos que menos pesaram na cesta foram o arroz, o açúcar e o óleo de soja.

Os gastos com as despesas do café da manhã (pão, manteiga, café, leite e açúcar) totalizaram 36,65% do preço da cesta e a participação relativa do almoço (arroz, feijão, farinha e carne) foi de 35,46% do preço da cesta. Essas duas grandes refeições representaram 72,11% do preço da cesta, sendo que o feirense gastou, em média, R$ 212,14 (2,18% a mais que em junho) com o café da manhã e gastou R$ 205,26 com o almoço (0,54% a menos que em junho).
O preço da cesta básica ocupou 41,22% do salário mínimo líquido (salário mínimo descontada a contribuição previdenciária de 7,50%), 0,31 pontos percentuais superior ao observado em junho, exigindo que o trabalhador feirense trabalhasse 90 horas e 41 minutos para adquirir a cesta básica, resultando em 1 minuto e 12 segundos a mais de trabalho para comprá-la.

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