Chefe de investigadores e ex-estagiário do Ministério Público são presos por suspeita de ligação com o PCC
Por Yasmin Mota | 09/06/2026 10:23 e atualizado em 09/06/2026
Foto: Divulgação
Resumo da notícia
- O Ministério Público de São Paulo prendeu um chefe de investigadores da Polícia Civil, um ex-policial civil e um advogado ex-estagiário do MP por suspeita de envolvimento com o PCC.
- As investigações apontam que o ex-estagiário acessava bancos de dados do MP para identificar alvos com alto poder aquisitivo e praticar extorsão, enquanto os demais suspeitos teriam fornecido apoio e informações sigilosas à facção.
- A operação é um desdobramento de apurações sobre um suposto plano para assassinar um promotor do Gaeco e um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em cidades do interior paulista.
Uma operação do Ministério Público de São Paulo prendeu nesta terça-feira (9) um chefe de investigadores da Polícia Civil, um ex-policial civil e um advogado que atuou como estagiário do MP, suspeitos de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). As investigações apontam envolvimento dos suspeitos em um plano para matar um promotor do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e em um esquema de extorsão contra investigados.
Segundo o Ministério Público, o ex-estagiário teria utilizado bancos de dados da instituição para identificar criminosos com alto poder aquisitivo e exigir dinheiro em troca de suposta proteção em investigações. O esquema teria contado com a ajuda do ex-policial civil e de um policial penal. Já o chefe de investigadores é suspeito de repassar informações privilegiadas a integrantes da facção mediante pagamento.
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A Operação Infiltrados é um desdobramento de investigações anteriores que apuravam um suposto atentado contra o promotor Amauri Silveira Filho e um esquema de lavagem de dinheiro ligado a traficantes associados ao PCC. Entre as provas reunidas estão registros de encontros entre investigados e suspeitos apontados como responsáveis pela execução do plano de assassinato.
Além das três prisões temporárias, foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão em cidades do interior paulista. O Ministério Público informou que o caso segue sob investigação e destacou que a atuação conjunta das forças de segurança busca garantir a identificação e responsabilização de agentes públicos envolvidos em atividades criminosas.
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