Cigarro ainda mata mais de 8 milhões de pessoas por ano no mundo, alerta OMS
Por Hamurabi Dias | 01/06/2026 18:49 e atualizado em 01/06/2026
Foto: Divulgação
Resumo da notícia
- Dados da Organização Mundial da Saúde apontam que o cigarro ainda provoca mais de 8 milhões de mortes por ano no mundo, incluindo vítimas do fumo passivo. No Dia Mundial sem Tabaco, celebrado em 31 de maio, especialistas alertaram para os impactos persistentes do tabagismo na saúde pública.
- Segundo a oncologista Ive Lima, o tabagismo segue associado a doenças graves como câncer de pulmão, DPOC, bronquite crônica, enfisema, infarto e AVC. Ela também destacou a preocupação com o avanço dos cigarros eletrônicos entre jovens e reforçou que “não existe exposição segura à fumaça do cigarro”.
- Os especialistas alertam para sintomas como tosse persistente, sangue no escarro, falta de ar, rouquidão e perda de peso sem explicação, que devem motivar avaliação médica. Mesmo após anos de uso, parar de fumar continua sendo a medida mais eficaz para reduzir riscos e preservar a função pulmonar.
Décadas após o início das campanhas antitabagismo, fumar ainda está entre as principais causas evitáveis de morte no mundo. Dados da Organização Mundial da Saúde apontam que mais de 8 milhões de pessoas morrem todos os anos em decorrência de doenças relacionadas ao tabaco, incluindo não fumantes expostos ao fumo passivo.
No último domingo (31), Dia Mundial sem Tabaco, o Grupo Integrado do Tórax chamou atenção para um cenário que segue muito presente nos consultórios: pacientes que chegam com perda importante da função respiratória, doenças cardiovasculares e diagnósticos tardios de câncer de pulmão.
Principal fator de risco para o desenvolvimento do tumor pulmonar, o cigarro também está associado a doenças como DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica), bronquite crônica, enfisema pulmonar, infarto e AVC.
“Existe uma percepção equivocada de que o cigarro virou um problema do passado. Mas seguimos recebendo pacientes com perda importante da função pulmonar, dependência severa da nicotina e diagnósticos tardios de câncer de pulmão”, afirma Ive Lima, oncologista do Grupo Integrado do Tórax.
Embora o número de fumantes tenha diminuído ao longo das últimas décadas, os impactos do tabagismo ainda são expressivos, tanto na mortalidade quanto nas internações e na perda de qualidade de vida.
O avanço dos cigarros eletrônicos entre jovens também preocupa especialistas, principalmente pelo potencial de dependência da nicotina e pelos efeitos respiratórios e cardiovasculares associados ao uso desses dispositivos.
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O fumo passivo permanece como uma ameaça importante, especialmente para crianças, idosos e pessoas com doenças pulmonares pré-existentes.
“Não existe exposição segura à fumaça do cigarro. O fumante passivo também adoece. Muitas vezes, estamos falando de crianças que convivem diariamente com essa exposição dentro de casa”, explica a médica.
Segundo Ive Lima, fumantes e ex-fumantes também precisam estar atentos aos sinais que o corpo dá. Tosse persistente, mudança no padrão da tosse, sangue no escarro, falta de ar, chiado no peito, dor torácica, rouquidão e perda de peso sem explicação são alguns dos sintomas de alerta.
“Muita gente procura ajuda apenas quando os sintomas começam a limitar atividades simples do dia a dia. Tosse persistente e falta de ar não devem ser naturalizadas, especialmente em fumantes e ex-fumantes”, alerta.
A ausência de sintomas, porém, não elimina a necessidade de acompanhamento médico. Pessoas com histórico de tabagismo podem ter indicação para rastreamento oncológico com tomografia computadorizada de tórax anual. Procurem acompanhamento especializado.
Parar de fumar continua sendo a medida mais importante para reduzir riscos e preservar a função pulmonar, mesmo quando já existem danos causados pelo cigarro.
“O pulmão consegue recuperar parte da função após a interrupção do cigarro, mas algumas lesões podem permanecer por décadas. Ainda assim, parar de fumar muda completamente a evolução da doença e reduz de forma importante o risco de morte”, destaca Ive Lima.
“Nunca é tarde para parar de fumar. O tabagismo ainda mata milhões de pessoas todos os anos, mas é um fator de risco evitável. Também precisamos combater a ideia de que os cigarros eletrônicos são inofensivos”, finaliza a oncologista.
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