Ciro Nogueira comunica Flávio Bolsonaro que PP e União Brasil ficarão neutros em eleição presidencial
Por Hamurabi Dias | 22/07/2026 18:27 e atualizado em 22/07/2026
Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
Resumo da notícia
- O presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, informou ao senador Flávio Bolsonaro que a federação formada por PP e União Brasil pretende permanecer neutra na disputa presidencial do primeiro turno, podendo manter essa posição também no segundo turno.
- Segundo a reportagem, a neutralidade busca dar liberdade para que lideranças regionais firmem alianças distintas nos estados, além de refletir a falta de consenso interno em torno da candidatura de Flávio Bolsonaro.
- Após a recusa da senadora Tereza Cristina para compor a chapa, a campanha de Flávio Bolsonaro deve continuar as negociações até o prazo final das coligações e tentar uma aliança com o Republicanos, embora também enfrente dificuldades nas articulações estaduais.
O senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do Progressistas, comunicou o senador Flávio Bolsonaro (PL- RJ) que a federação formada pelo PP e pelo União Brasil vai optar pela neutralidade na eleição presidencial no primeiro turno, podendo repetir a posição no segundo turno.
Segundo o g1, a campanha de Flávio já havia recebido uma resposta negativa da senadora Tereza Cristina (PP-MS) ao convite para compor a chapa do pré-candidato do PL à Presidência da República com candidata a vice-presidente.
O comando da campanha ainda vai insistir até o prazo final das coligações, no dia 5 de agosto, para anunciar o vice de Flávio, em uma expectativa de melhora das intenções de voto do senador.
Ciro Nogueira e Flávio Bolsonaro se falaram nesta quarta-feira (22). O senador do PL ainda tinha esperança de conseguir fechar uma aliança com Progressistas e União Brasil, mas pesou na decisão dos dois partidos a necessidade de liberar seus correligionários para fecharem alianças estaduais.
Em alguns estados, a federação vai estar ao lado de candidatos da direita, mas em outros pode até apoiar aliados do presidente Lula.
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Além das questões regionais, também pesou na decisão o fato de as das legendas não estarem animadas com a candidatura de Flávio Bolsonaro, que enfrenta um momento de crise interna.
Os partidos também temem o surgimento de novas acusações de ligações do pré-candidato do PL com o banqueiro Daniel Vorcaro.
“Expectativa de poder às vezes é maior do que o poder”, analisou uma fonte do Centrão.
Em 2022, o PP se aliou ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Na época, a relação de Ciro Nogueira com Bolsonaro era vista como excelente. Agora, o presidente do PP tem reclamado de Flávio Bolsonaro por não o defender quando foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF).
Agora, Flávio Bolsonaro tentará uma aliança com Republicanos, que também fechou aliança com Bolsonaro em 2022. O partido, no entanto, tem dado sinais de que também deve ficar neutro na eleição presidencial.
O partido reclama que o PL não quer apoiar seus candidatos a governador em alguns estados. Um dos exemplos é o Mato Grsso. Nesta quarta, o PL lançou oficialmente a candidatura do senador Wellington Fagundes (PL-MT) ao governo em detrimento de Otaviano Pivetta (Republicanos), que busca a reeleição. A conversa também parece difícil de avançar em outros estados, como Roraima e Acre.
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