Com presença da ministra Margareth Menezes, Feira de Santana sedia evento que reúne pontos de cultura
Por Hamurabi Dias | 01/03/2026 11:50 e atualizado em 01/03/2026
Foto: Amanda Tropicana
Resumo da notícia
- Feira de Santana sediou, neste sábado (28), a abertura da III Teia Estadual dos Pontos de Cultura da Bahia, realizada no Teatro e Centro de Convenções do município. Promovido pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), o evento reuniu agentes culturais de mais de 100 municípios, com o tema “Vozes e territórios pela implementação da Lei Cultura Viva Bahia e pela Justiça Climática”. A programação segue até este domingo (1º), com debates e o Fórum Estadual dos Pontos de Cultura.
- A ministra da Cultura, Margareth Menezes, destacou que a Teia fortalece a Política Nacional Cultura Viva e os investimentos da Política Aldir Blanc. Segundo ela, a Bahia está entre os estados com maior número de novos pontos de cultura reconhecidos no país. O secretário estadual de Cultura, Bruno Monteiro, reforçou o papel estruturante dos pontos nos territórios, enquanto a superintendente Amanda Cunha destacou a meta de alcançar cerca de 1.800 pontos certificados e impacto estimado em 50 mil pessoas no estado.
- O encontro integra a preparação para a 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, promovida pelo Ministério da Cultura (MinC), que será realizada em 2026 em Aracruz (ES). A programação contou com cortejo cultural, debates sobre gestão colaborativa, Feira Territórios Criativos da Economia Solidária, apresentações artísticas e participação de representantes de comunidades tradicionais e coletivos culturais, reforçando a diversidade e o protagonismo dos territórios baianos.
Agentes culturais de mais de 100 municípios baianos se reuniram, no sábado (28), no Teatro e Centro de Convenções de Feira de Santana, para a abertura da III Teia Estadual dos Pontos de Cultura da Bahia, promovida pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA). Com o tema “Vozes e territórios pela implementação da Lei Cultura Viva Bahia e pela Justiça Climática”, o encontro volta a mobilizar representantes dos 27 territórios de identidade após 11 anos da última edição. A programação segue neste domingo (1) com debates e o Fórum Estadual dos Pontos de Cultura.
O encontro integra o calendário preparatório para a 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, que será realizada pelo Ministério da Cultura (MinC), de 24 a 29 de março de 2026, em Aracruz, no Espírito Santo. Durante a mesa de abertura, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, destacou que a realização da Teia fortalece a conexão entre os Pontos de Cultura em todo o país, amplia a implementação da Política Nacional Cultura Viva e consolida os investimentos garantidos por meio da Política Aldir Blanc.
A ministra também ressaltou o protagonismo da Bahia, que figura entre os estados com maior número de novos pontos de cultura reconhecidos no Brasil. “Na Política Aldir Blanc tem um percentual para aplicar exclusivamente na Cultura Viva. A Bahia é um dos estados com bom aproveitamento desses recursos. E, quando a gente fala de ponto de cultura, de ação cultural, estamos falando de gente, memória, tradição e dos mestres e mestras. A Bahia também tem esse protagonismo”, destacou.
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O secretário estadual de Cultura, Bruno Monteiro, destacou o papel estruturante dos Pontos de Cultura em seus territórios por meio de trabalhos diversos e comunitários. Isso significa que o fortalecimento dos pontos representa o avanço da política de territorialização a partir das comunidades, uma marca da gestão do governador Jerônimo Rodrigues.
“Movimentamos a base da sociedade com iniciativas como os Pontos de Cultura. Em um evento como esse, que acontece depois de 11 anos, conseguimos avaliar avanços e consolidar o reconhecimento que fortalece essa rede em toda a Bahia”, comentou o secretário Bruno Monteiro.
A superintendente de Desenvolvimento Territorial da Cultura, Amanda Cunha, destacou a dimensão do alcance da política no estado e celebrou que a Bahia tem perspectiva de alcançar cerca de 1.800 pontos de cultura certificados nos municípios. “Hoje, além dos pontos certificados, estimamos que cerca de 50 mil pessoas na Bahia tenham sido alcançadas pelas ações dos pontos de cultura”, afirmou.
EVENTO
A abertura do evento foi marcada por um cortejo anunciador com a participação de pontos de cultura de diversos municípios. Em seguida, a programação reuniu um debate sobre gestão colaborativa e implementação da Lei Cultura Viva Bahia. O dia foi marcado ainda pela Feira Territórios Criativos da Economia Solidária, o Palco Vozes e Territórios e a Biblioteca de Extensão (Bibex) da Fundação Pedro Calmon.
Um exemplo de quem aproveitou o encontro é Eliane Rodrigues, da etnia Truká Tupan. Ela saiu de Paulo Afonso para participar do evento e destacou a importância de ações que fortaleçam as culturas tradicionais. “Ver tantas culturas reunidas, fortalecendo a nossa Bahia, mostra que não estamos sozinhos. Quando voltar para minha comunidade, quero compartilhar com os jovens, para que eles se reconheçam na própria cultura e entendam que a Teia é um espaço de pertencimento e de futuro para o nosso povo”, afirmou.
Integrante do Grupo Apombagem, coletivo de arte popular da periferia de Salvador que atua desde 2009 com musicais, saraus e espetáculos de teatro de rua, Fabrício Brito participou da III Teia com o objetivo de defender o fortalecimento das iniciativas culturais de base comunitária nos territórios.
“Minha expectativa é que esse encontro seja um grande congraçamento, uma reunião de coletivos que atuam na base e incidem diretamente nos territórios para fortalecer políticas públicas que cheguem na ponta. Que a gente entenda a cultura nas suas mais diversas expressões, mas também como valor e pensamento. E que isso ajude a reconstruir a sociedade de maneira mais justa, refletindo os anseios do povo, das classes populares, das periferias e das comunidades de modo geral”, afirmou.
O encerramento do primeiro dia foi marcado por programação cultural com shows e apresentações artísticas que celebraram a diversidade dos territórios baianos.
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