Consciência Negra: conheça quatro escritores baianos que são destaques na literatura afrocentrada
Cultura

Consciência Negra: conheça quatro escritores baianos que são destaques na literatura afrocentrada

Consciência Negra: conheça quatro escritores baianos que são destaques na literatura afrocentrada Foto: Divulgação

Resumo da notícia

  • No Dia da Consciência Negra, são destacados quatro escritores baianos que utilizam a literatura infantil como ferramenta para promover o orgulho da identidade afro-brasileira, representatividade e educação antirracista desde a infância. Eles defendem narrativas com protagonismo negro, valorização da ancestralidade e construção de uma autoimagem positiva para crianças pretas.
  • Márcia Mendes: Professora aposentada e defensora da literatura “negro afetiva”, com foco em personagens negras e valorização da identidade. Novo livro: O Vestido de Poá de Lavanda. Marcos Cajé: Pedagogo e Mestre em História da África, referência em literatura Afro Fantástica, com 20 livros publicados. Livro destaque: O Mar de Kumi. Gilmara Belmon: Escritora e Mestra em Educação, defende literatura afrocentrada, afro afetiva e afro fantástica. Novo livro: A Magia da Colcha de Retalhos. Regina Luz: Educadora e autora infantil, usa a escrita como instrumento de transformação social. Novo livro: Meu Sonho Cor do Luar.
  • Os autores ressaltam que a literatura infantil afrocentrada é essencial para combater o racismo estrutural, fortalecer a autoestima, resgatar a ancestralidade e formar sociedades mais justas e igualitárias.

No Dia da Consciência Negra (20), conheça quatro escritores baianos autores de obras infantis que valorizam a importância de cultivar desde cedo o orgulho da identidade afro-brasileira.

Márcia Mendes

Professora aposentada, defensora incansável da educação antirracista e idealizadora do projeto “Um livro para chamar de meu”, Márcia Mendes compartilha o ideal de fazer da literatura instrumento para valorizar as potencialidades das crianças, especialmente das negras. “Na literatura que eu teço, lanço ao mundo o protagonismo das diferentes infâncias ancoradas em personagens negras (pretas e pardas). Mas o racismo estrutural atravessa as nossas vidas todos os dias. A minha literatura é ‘negro afetiva’. Tecida à baila da amorosidade, do respeito, reconhecimento da própria identidade em casa, da valorização da leitura no contexto escolar e com a família”, destaca. Entre vários títulos já publicados, o mais novo é O Vestido de Poá de Lavanda.

Marcos Cajé

O pedagogo Marcos Cajé não encontrava na literatura referências para crianças pretas. “O Dia da Consciência Negra é indispensável para nos lembrar de onde viemos. Que viemos da África, berço de grandes reis, rainhas e grandes intelectuais”, afirma o escritor e Mestre em História da África, da Diáspora e dos Povos Indígenas (UFRB). Com 20 livros publicados, Cajé é referência em literatura Afro Fantástica. “A literatura é indispensável na construção de uma sociedade antirracista”, defende o autor do livro O Mar de Kumi. Tendo como protagonista um menino negro de olhos cor de mel, a obra traz um olhar sobre medo e coragem, silêncio e escuta.

✅📲 AQUI A NOTÍCIA CHEGA PRIMEIRO: Seu novo portal de notícias de Feira de Santana e região! Entre no nosso grupo do WhatsApp e receba as principais notícias na palma da mão!

>> Siga o perfil oficial do T Notícias no Instagram para mais informações.

Gilmara Belmon

Pedagoga, contadora de histórias, escritora, Mestra em Educação (UEFS), Gilmara Belmon não se sentia representada nas histórias, seja pelos personagens ou por escritores. “Além da literatura antirracista, precisamos também da literatura afrocentrada, afro afetiva, afro fantástica se quisermos, de fato, contribuir para que nossas crianças construam uma autoimagem positiva”, destaca. No mais novo livro A Magia da Colcha de Retalhos, ela relembra com carinho da mãe, uma costureira que é acometida por um problema na visão provocado pelo diabetes.

Regina Luz

A educadora Regina Luz também abraçou a literatura infantil com o desejo de fazer do mundo um lugar melhor. “Escrever representa poder, quando escrevo e sei que serei lida, compreendo que posso transformar o mundo,e isso me fortalece na esperança de dias mais honestos para todos e todas”, destaca. Com quatro livros publicados para as infâncias, o mais novo título é Meu Sonho Cor do Luar. A trajetória de Chica para conhecer sua árvore genealogica, tem a biblioteca como centro de toda a narrativa.

Acompanhe nas redes sociais: Band FMJovem Pan FM e TransBrasil FM. Também estamos presentes no grupo do WhatsApp.

* Os comentários não representam a opinião do veículo de comunicação; a responsabilidade é do autor da mensagem.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


O período de verificação do reCAPTCHA expirou. Por favor, recarregue a página.

Digital FM 96.3 - Alagoinhas Ouça a Rádio
Departamento do Ouvinte
No ar
Programação