Conselho Nacional de Justiça aprova fim da aposentadoria compulsória como punição máxima a juízes
Por Yasmin Mota | 05/08/2026 09:51 e atualizado em 05/08/2026
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Resumo da notícia
- O Conselho Nacional de Justiça suspendeu a aposentadoria compulsória como punição para infrações graves cometidas por juízes.
- Com a mudança, magistrados poderão receber advertência, censura, remoção compulsória, disponibilidade (afastamento temporário) ou perda do cargo.
- A decisão segue entendimento do Supremo Tribunal Federal de que a Reforma da Previdência revogou a aposentadoria compulsória como sanção disciplinar. O CNJ também garantiu a preservação das contribuições previdenciárias dos magistrados que perderem o cargo.
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) suspendeu, nesta terça-feira (4), a aposentadoria compulsória como punição para infrações graves cometidas por juízes. A resolução se adequa ao entendimento da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que concluiu que a última Reforma da Previdência revogou a medida.
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Em casos em que a aposentadoria compulsória é concedida, o juíz perde o cargo, mas continua recebendo salário proporcional ao tempo de serviço. Com as mudanças na resolução do CNJ, os magistrados estão sujeitos a:
- advertência
- censura
- remoção compulsória
- disponibilidade (afastamento temporário)
- perda do cargo
O Conselho Nacional de Justiça é um órgão do Poder Judiciário responsável pelo controle e transparência administrativa e processual. No texto, o relator do processo Ulisses Rabaneda defendeu que as contribuições previdenciárias aos magistrados que sofrem perda do cargo devem ser garantidas.
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