Conselho Nacional de Trânsito aprova novas regras da CNH e acaba com aulas obrigatórias em autoescolas
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Conselho Nacional de Trânsito aprova novas regras da CNH e acaba com aulas obrigatórias em autoescolas

Conselho Nacional de Trânsito aprova novas regras da CNH e acaba com aulas obrigatórias em autoescolas Foto: Michel Corvello/MT

Resumo da notícia

  • Contran aprovou novas regras que eliminam a exigência de aulas obrigatórias em autoescolas e reduzem a carga horária mínima de aulas teóricas e práticas, permitindo instrutores autônomos e uso de veículo próprio.
  • Não haverá mais prazo de validade para o processo da primeira habilitação; aulas teóricas podem ser presenciais ou remotas; aulas práticas passam de 20h para 2h; provas teóricas e práticas seguem obrigatórias, sem limite de tentativas.
  • Governo busca reduzir custos e burocracia para ampliar o número de condutores habilitados, já que cerca de 20 milhões de brasileiros dirigem sem CNH; mudanças também facilitam habilitação nas categorias C, D e E.

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) aprovou nesta segunda-feira (1) uma resolução que acaba com a exigência de aulas em autoescolas para a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

A norma passará a valer após ser publicada no Diário Oficial da União, o que deve acontecer nos próximos dias.
Além de pôr fim à obrigatoriedade das aulas em autoescolas, a resolução também atualiza e estabelece novas regras para tirar a CNH.

Estão entre as mudanças:

• diminuição da carga horária mínima para aulas práticas e teóricas;

• e o fim do prazo de validade do processo de obtenção da primeira CNH.

As novas regras não alteram algumas etapas do processo. Para conquistar a carteira de motorista, o candidato ainda terá de realizar provas teóricas e práticas.

O exame toxicológico também seguirá obrigatório para motoristas das categorias C (veículos de carga, como caminhões); D (transporte de passageiros, como ônibus) e E (carretas e veículos articulados).

O governo afirma que o objetivo do novo regramento é diminuir o custo e a burocracia para obter a CNH.

• Em abril, uma pesquisa encomendada pelo Ministério dos Transportes apontou que o custo elevado é o principal motivo pelo qual um terço dos brasileiros não possui carteira de motorista.

• O mesmo levantamento indicou que quase metade dos brasileiros que dirige sem habilitação afirma não regularizar a situação devido ao valor do processo.

Atualmente, segundo o Ministério dos Transportes, 20 milhões de brasileiros dirigem sem habilitação.

A pasta espera que, com as alterações, o número de condutores habilitados cresça, reduzindo o índice de motoristas sem formação adequada.

autoescolas

Foto: Divulgação

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Aulas teóricas

A resolução aprovada pelo Contran prevê que deixará de existir uma carga horária mínima pré-definida para as aulas teóricas.

A duração e a estrutura serão livremente estabelecidas pela entidade que ministrará a aula, mas terão de seguir o conteúdo e as diretrizes previamente fixadas pelo Contran.

As aulas teóricas poderão ser presenciais ou remotas (ao vivo ou gravadas). Segundo o texto, o candidato poderá fazer as aulas por meio de uma plataforma do governo federal em:

• autoescolas;

• entidades especializadas de ensino à distância (EaD);

• escolas públicas de trânsito;

• entidades integrantes do Sistema Nacional de Trânsito.

Aulas práticas

Também haverá alteração nas aulas práticas. A resolução estabelece a figura do instrutor autônomo. Com isso, não será mais obrigatório fazer aulas práticas em autoescolas.

A carga horária mínima também mudará: de 20 horas para duas horas.

Além disso, o candidato poderá usar seu próprio veículo nas aulas práticas, desde que esteja acompanhado por um instrutor autorizado e que o carro atenda aos requisitos de segurança previstos no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Segundo as novas regras, além das aulas, o veículo do candidato também poderá ser usado na prova prática.

Instrutores autônomos

Os instrutores já registrados no sistema do governo serão notificados, via aplicativo da CNH, e poderão optar por atuar como instrutores autônomos.

Para novos instrutores, o Ministério dos Transportes irá oferecer um curso de formação gratuito. Autoescolas e entidades credenciadas também poderão ofertar. Depois de concluir as aulas, o instrutor deverá solicitar autorização junto ao órgão executivo de trânsito.

De acordo com a pasta, os profissionais serão identificados oficialmente por meio do aplicativo. Nenhum instrutor poderá atuar sem autorização do Departamento Estadual de Trânsito (Detran).

Serão requisitos para a habilitação como instrutor autônomo:

• ter ao menos 21 anos;

• autorização do Detran;

• ter CNH há pelo menos dois anos na categoria em que pretende instruir; e

• ensino médio completo.

O candidato a instrutor também não poderá ter cometido infrações gravíssimas nos últimos 12 meses.

Provas teóricas e práticas

As provas teóricas continuarão obrigatórias e seguirão com questões objetivas de múltipla escolha, na modalidade física ou eletrônica:

• exames terão duração de, no mínimo, uma hora;

• para ser aprovado na fase teórica, o candidato deverá alcançar aproveitamento mínimo de 20 acertos;

• quem reprovar, poderá fazer de novo, sem limite de tentativas.

Os exames práticos também serão obrigatórios:

• candidato terá que seguir um trajeto pré-definido;

• avaliação será feita por uma comissão de exame de direção veicular, composta por três membros;

• será possível utilizar o próprio veículo para fazer a prova;

• em caso de reprovação, será possível fazer novas avaliações — sem limite de tentativas e até alcançar a aprovação;

• segunda tentativa poderá ser agendada sem cobranças adicionais.

Prazo de validade do processo

• O processo de formação do candidato permanecerá aberto por tempo indeterminado e será encerrado apenas em casos estabelecidos na resolução.

Antes, a validade padrão do processo era de 12 meses.

Categorias C, D e E

A resolução também prevê a facilitação dos processos de obtenção de CNH para as categorias C, D e E, permitindo que os serviços sejam realizados por autoescolas ou por outras entidades.

Com informações do g1.

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