COP30 cita afrodescendentes pela primeira vez em documentos oficiais
Brasil

COP30 cita afrodescendentes pela primeira vez em documentos oficiais

COP30 cita afrodescendentes pela primeira vez em documentos oficiais Foto: Rafa Neddermeyer/COP30 Brasil Amazônia/PR

Resumo da notícia

  • Pela primeira vez, documentos oficiais da conferência climática incluíram explicitamente afrodescendentes, reconhecendo sua vulnerabilidade e necessidade de participação em políticas climáticas.
  • A ministra Anielle Franco e organizações como o Geledés celebraram o avanço, mas reforçaram que o reconhecimento deve se traduzir em ações concretas contra o racismo ambiental e em políticas que atendam periferias e territórios mais impactados.
  • A inclusão é resultado de mobilização social e dá continuidade ao debate iniciado na COP16, criando base institucional para cobrar medidas de adaptação que priorizem grupos mais afetados pela crise climática.

A COP30, encerrada no sábado (22) em Belém, marcou a primeira inclusão explícita de afrodescendentes em documentos oficiais da conferência. O termo aparece em quatro textos aprovados — Transição Justa, Plano de Ação de Gênero, Objetivo Global de Adaptação e o Mutirão — todos publicados pela Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima.

As diretrizes destacam a importância de garantir participação ampla de grupos historicamente vulnerabilizados, incluindo pessoas de ascendência africana, e reforçam que políticas climáticas devem respeitar direitos humanos, justiça social e equidade.

O reconhecimento acontece dias após o feriado da Consciência Negra e foi celebrado pela ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, que afirmou que “as populações afrodescendentes são as mais afetadas pelas mudanças climáticas”.

✅📲 AQUI A NOTÍCIA CHEGA PRIMEIRO: Seu novo portal de notícias de Feira de Santana e região! Entre no nosso grupo do WhatsApp e receba as principais notícias na palma da mão!

>> Siga o perfil oficial do T Notícias no Instagram para mais informações.

Ela pondera, porém, que o avanço precisa se traduzir em ações concretas que considerem a realidade das periferias e territórios impactados pelo racismo ambiental. Organizações como o Geledés Instituto da Mulher Negra também comemoraram o resultado e destacaram que afrodescendentes são “protagonistas de soluções, saberes e práticas de resiliência”, defendendo que a inclusão abre caminho para políticas climáticas mais justas.

A pressão de movimentos da sociedade civil foi determinante para a novidade, que dá continuidade ao debate iniciado na COP16, na Colômbia, quando povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais tiveram participação reconhecida. Para entidades, a mudança não é simbólica: ela cria base para cobrar medidas de adaptação que priorizem quem mais sofre os efeitos da crise climática e requer acesso urgente a recursos e ações institucionais.

Acompanhe nas redes sociais: Band FMJovem Pan FM e TransBrasil FM. Também estamos presentes no grupo do WhatsApp.

* Os comentários não representam a opinião do veículo de comunicação; a responsabilidade é do autor da mensagem.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


O período de verificação do reCAPTCHA expirou. Por favor, recarregue a página.

Progresso Capim Grosso - 1530 AM Ouça a Rádio
Departamento do Ouvinte
No ar
Programação