Crianças de até seis anos estão passando o dobro do tempo recomendado em frente às telas
Por Yasmin Mota | 06/08/2025 09:17 e atualizado em 06/08/2025
Foto: Divulgação
Resumo da notícia
- Seis em cada dez crianças de até 6 anos no Brasil passam mais de duas horas por dia em frente a telas, o dobro do recomendado pela Sociedade Brasileira de Pediatria. Apesar disso, 58% dos responsáveis reconhecem a importância de limitar esse uso.
- A pesquisa “Panorama da Primeira Infância” revela que 41% da população acredita que o maior desenvolvimento humano ocorre aos 18 anos, quando estudos mostram que os seis primeiros anos são os mais importantes.
- Em meio à falta de conhecimento sobre o tema, o governo federal deve lançar a Política Nacional Integrada para a Primeira Infância (PNIPI), visando priorizar o desenvolvimento infantil como estratégia para reduzir desigualdades, reforçando os direitos garantidos pelo ECA.
Seis a cada 10 bebês e crianças de até 6 anos ficam mais de duas horas por dia na frente de uma tela no Brasil. O número é o dobro do limite recomendado para a faixa etária pela SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria), que indica a média de uma hora para crianças de 2 a 5 anos e nenhuma exposição para bebês de até 2 anos.
Apesar da alta exposição, 58% dos responsáveis por crianças reconhecem que é importante limitar o uso de televisão, celular, tablet e computador para o bom desenvolvimento infantil.
Os números foram revelados pela pesquisa “Panorama da Primeira Infância: O que o Brasil sabe, pensa e vive sobre os seis primeiros anos de vida”, feita pela Fundação Maria Cecília Souto Vidigal e divulgada nesta segunda-feira (4).
O levantamento ainda indica que falta conhecimento da população sobre a importância da chamada primeira infância, que compreende os seis primeiros anos de vida.
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Para 41% dos entrevistados, a fase em que o ser humano mais se desenvolve é aos 18 anos. Pesquisas apontam, no entanto, que é até os seis anos o período mais potente do desenvolvimento humano.
Levando isso em consideração que nesta semana, o presidente Lula deve assinar a Política Nacional Integrada para a Primeira Infância (PNIPI), iniciativa que coloca o desenvolvimento de bebês e crianças como prioritário para combater às desigualdades sociais.
A medida vai ser lançada em um cenário em que 44% da população acha que, independentemente da lei, a família é quem deve decidir o que é melhor para a criança.
O ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), que neste ano completa 35 anos, estabelece que a família, a sociedade e o Estado têm o dever de assegurar, com prioridade absoluta, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária de crianças e adolescentes.
“A gente vê na pesquisa que o conhecimento do tema é muito baixo. A nossa maior curiosidade era de saber o que as pessoas entendem sobre o desenvolvimento na primeira infância, o que acham que está acontecendo com aquela criança pequena”, destaca Paula Perim, diretora de Comunicação da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal.
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