Custo da cesta básica em Feira de Santana registrou aumento de 2,6% em janeiro de 2025
Por Hamurabi Dias | 10/02/2025 09:42 e atualizado em 10/02/2025
Foto: ASSECOM/RN
O valor da cesta básica, definida pelo Decreto-Lei Nº 399, de 30 de abril de 1938, que estabelece 12 produtos alimentares (arroz, feijão, farinha, carne, tomate, banana, óleo, café, leite, açúcar, pão e manteiga) e suas respectivas quantidades, passou a custar R$ 554,83 no mês de janeiro de 2025, em Feira de Santana. Este valor representou um aumento de 2,60% em comparação com o mês de dezembro de 2024, segundo a pesquisa do programa ‘Conhecendo a economia feirense: o custo da cesta básica e indicadores socioeconômicos’, realizada pelo curso de Ciências Econômicas, da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS).
Segundo a pesquisa, dos doze produtos que compõem a cesta, sete sofreram aumento em seus preços médios. Os produtos que registraram as maiores elevações foram o tomate (28,29%); o café (9,03%), o açúcar (4,60%), e a manteiga (4,61). Os três alimentos que tiveram as maiores reduções em seus preços médios foram a banana (-8,57%), o arroz (-2,24%) e o pão (-2,21%).

O tomate continua sendo o produto com maior aumento no preço, ainda causado pela redução da oferta, devido ao período de redução da safra. Já o café sofreu aumento acima do normal principalmente por conta da alta do dólar, que ocasionou aumento das exportações, e consequente redução da oferta interna.
Além disso, o câmbio mais caro encarece os custos de produção, o que também causa elevação nos preços dos alimentos. Sobre as variações dos preços da cesta básica em Feira de Santana no trimestre encerrado em janeiro, no ano e nos últimos 12 meses (de janeiro de 2024 a janeiro de 2025), verifica-se elevação dos preços dos produtos da cesta básica tanto no curto, quanto no longo prazo, excetuando-se alguns poucos produtos, como o feijão, a banana, o açúcar e a manteiga.

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Houve redução do preço de quatro produtos no último trimestre (arroz, banana-prata, feijão e manteiga), porém as elevações dos outros elementos sobrepuseram as diminuições dos preços, gerando aumento total de 7,91%. Os produtos que mais contribuíram para essa elevação nos últimos três meses foram o tomate, o óleo de soja, e o café.
Ao se averiguar os últimos 12 meses, ou seja, de janeiro de 2024 a janeiro de 2025, os preços da cesta aumentaram 4,96%, tendo as maiores altas para o café, o óleo de soja, o leite e o tomate, e a maior redução neste período para a banana-prata.
Analisando a trajetória evolutiva dos preços da cesta básica nos últimos 12 meses, verificam-se três movimentos distintos, um de elevação a partir de janeiro de 2024, indo até abril de 2024, um movimento de redução de abril de 2024 até setembro de 2024, e novamente elevação de setembro de 2024 a janeiro de 2025. O ciclo de elevação de preço foi antecipado em um mês, tendo-se iniciado em setembro e se espera que esse movimento se estenda até abril de 2025, caso o comportamento histórico dos preços da cesta seja mantido.

O percentual de gasto de cada alimento no preço da cesta, ou seja, a participação percentual de cada alimento (preço médio multiplicado pela quantidade estabelecida de cada produto na cesta) no preço total da cesta, aponta que os produtos que mais pesaram na composição do preço da cesta básica foram a carne, o pão e o tomate e os produtos que menos pesaram na cesta foram o café, o açúcar, e o óleo de soja.
Verifica-se que os gastos com as despesas do café da manhã (pão, manteiga, café, leite e açúcar) totalizaram 36,88% e do almoço (arroz, feijão, farinha e carne) 37,28%. Essas duas grandes refeições representaram 74,16% do preço da cesta, sendo que o feirense gastou, em média, R$ 204,60 com o café da manhã (0,60% a menos que em dezembro) e gastou R$ 206,23 com o almoço (1% a menos que em dezembro).

O preço da cesta básica ocupou 39,51% do salário mínimo líquido (salário mínimo descontada a contribuição previdenciária de 7,50%), 1,89 pontos percentuais (p.p) inferior ao observado em dezembro, exigindo que o trabalhador feirense trabalhasse 86 horas e 55 minutos para adquirir a cesta básica.

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