Defesa do senador Jaques Wagner pede ao STF anulação de buscas da Polícia Federal
Política

Defesa do senador Jaques Wagner pede ao STF anulação de buscas da Polícia Federal

Defesa do senador Jaques Wagner pede ao STF anulação de buscas da Polícia Federal Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Resumo da notícia

  • A defesa do senador Jaques Wagner pediu ao Supremo Tribunal Federal a anulação da busca e apreensão realizada pela Polícia Federal durante a 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes ligadas ao Banco Master.
  • Os advogados afirmam que o parlamentar nunca atuou para beneficiar o banco e destacam que uma emenda apresentada por ele ao Congresso tinha como objetivo limitar juros e ampliar a proteção aos consumidores.
  • Sobre o dinheiro em espécie apreendido, a defesa sustenta que os valores têm origem lícita, provenientes de diárias oficiais do Senado e operações bancárias registradas. O pedido será analisado pelo ministro André Mendonça, relator do caso no STF.

A defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA) pediu nesta segunda-feira (22) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a anulação da busca e apreensão cumprida pela Polícia Federal (PF) contra o parlamentar.

Na semana passada, o senador foi alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, que apura as fraudes financeiras provocadas pelo Banco Master.

No recurso, a defesa sustenta que o senador “jamais atuou no Congresso para favorecer o Master”.

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“Prova disso é que a única emenda de sua autoria sobre o tema, apresentada à Medida Provisória 1106/2022, propunha limitar juros e proteger os consumidores, justamente o contrário dos interesses do Banco”, disse a defesa.

Sobre os valores em espécie encontrados durante as buscas, o advogado Pablo Domingues afirmou que o dinheiro tem origem lícita e comprovada.

“Parte é proveniente de diárias publicamente declaradas pagas pelo Senado para missões no exterior, e outra parte foi adquirida por meio de operações oficiais junto a instituição financeira, com registro regular. Não há nada a ocultar. O próprio Ministério Público Federal já havia considerado prematura a apreensão desses bens”, completou o advogado.

O recurso será analisado pelo ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo.

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