Deputados acionam PGR para investigar articulação de Flávio Bolsonaro com governo dos EUA
Política

Deputados acionam PGR para investigar articulação de Flávio Bolsonaro com governo dos EUA

Deputados acionam PGR para investigar articulação de Flávio Bolsonaro com governo dos EUA Foto: Reprodução/X

Resumo da notícia

  • Deputados do PSOL e da Rede pediram à Procuradoria-Geral da República a investigação da atuação do senador Flávio Bolsonaro junto ao governo dos Estados Unidos, alegando possível afronta à soberania nacional.
  • : A representação cita encontros de Flávio com Donald Trump e Marco Rubio, além de declarações em que o senador afirmou ter defendido a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas.
  • Os parlamentares solicitam abertura de inquérito pela Polícia Federal, adoção de medidas pela PGR e envio do caso ao Tribunal Superior Eleitoral para avaliar eventual influência estrangeira no processo eleitoral brasileiro.

Deputados federais do PSOL e da Rede protocolaram uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) pedindo a investigação do senador Flávio Bolsonaro por sua atuação junto ao governo dos Estados Unidos. Os sete parlamentares querem apurar se a conduta do senador pode ter violado a soberania nacional.

O pedido tem como base encontros de Flávio com o presidente americano, Donald Trump, e com o secretário de Estado, Marco Rubio. Segundo os deputados, o senador teria defendido que as facções PCC e Comando Vermelho fossem classificadas pelos EUA como organizações terroristas.

A iniciativa é liderada pela deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL-RS). Na representação, os parlamentares afirmam que veículos da imprensa americana relataram que a decisão do governo Trump foi precedida por meses de articulação de filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Os deputados também citam declarações públicas do próprio Flávio, que comemorou a medida nas redes sociais e afirmou ter atuado nos Estados Unidos para que as facções brasileiras recebessem a classificação de grupos terroristas.

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Para os autores da ação, o episódio faz parte de um histórico de tentativas de buscar interferência estrangeira em assuntos internos do Brasil. Eles mencionam, por exemplo, pedidos de sanções contra o país e contra autoridades brasileiras.

O documento argumenta que a condução das relações internacionais é uma atribuição exclusiva do presidente da República e que um parlamentar não possui competência para negociar ou solicitar medidas dessa natureza a governos estrangeiros.

Na avaliação dos deputados, a atuação do senador pode configurar atentado à soberania nacional, crime previsto na legislação brasileira. Eles sustentam ainda que a imunidade parlamentar não se aplicaria ao caso, por se tratar de atos que extrapolariam as funções legislativas.

Além da abertura de um inquérito pela Polícia Federal, os parlamentares solicitam que a PGR adote as medidas administrativas e cíveis cabíveis. Também pedem que o caso seja comunicado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para análise de eventual influência estrangeira no processo eleitoral brasileiro.

Além de Fernanda Melchionna, assinam a representação os deputados Chico Alencar (PSOL-RJ), Duda Salabert (PDT-MG), Heloísa Helena (Rede-AL), Luiza Erundina (PSOL-SP), Luizianne Lins (PT-CE) e Sâmia Bomfim (PSOL-SP).

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