Desmatamento na Amazônia cresce 27% no primeiro semestre de 2025
Por Yasmin Mota | 14/07/2025 06:38 e atualizado em 14/07/2025
Foto: Divulgação
Resumo da notícia
- O desmatamento voltou a crescer no primeiro semestre, totalizando 2.090 km², um aumento de 27% em relação ao mesmo período de 2024, segundo o Inpe. Esse é o primeiro aumento registrado no terceiro mandato de Lula.
- Mato Grosso, Pará e Amazonas concentraram os maiores índices de desmatamento, com destaque para o Mato Grosso, que sozinho teve 206 km² de área devastada.
- O Ministério do Meio Ambiente apontou que incêndios florestais ocorridos em 2024 contribuíram para o avanço do desmatamento. Em contrapartida, o Cerrado teve redução de 9,8% na área desmatada no mesmo período.
Após registrar recuo em 2024, os alertas de desmatamento na Amazônia Legal voltaram a subir no primeiro semestre de 2025. Segundo dados divulgados nesta sexta-feira (11) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), foram 2.090 km² de área devastada entre janeiro e junho, um aumento de 27% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o total foi de 1.645 km².
É o primeiro crescimento semestral verificado durante o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que assumiu o compromisso de zerar o desmatamento em todos os biomas até 2030, uma das metas ambientais apresentadas pelo Brasil na corrida para a COP-30, marcada para novembro, em Belém (PA).
De acordo com o sistema Deter, responsável pelo monitoramento em tempo real, os estados mais atingidos foram Mato Grosso, Pará e Amazonas. Juntos, eles somaram cerca de 400 km² de área desmatada, com destaque para o Mato Grosso, que sozinho respondeu por 206 km².
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O Ministério do Meio Ambiente atribuiu parte do aumento à influência dos incêndios florestais registrados entre agosto e outubro de 2024, que, segundo a pasta, ampliaram a vulnerabilidade de áreas já pressionadas por atividades ilegais.
Em contraste com os números da Amazônia, o Cerrado registrou queda de 9,8% no desmatamento no mesmo período. A área devastada caiu de 3.724,3 km² em 2024 para 3.358,3 km² neste ano, segundo o Inpe.
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