Desorganização de cabos nos postes volta gerar críticas em Feira de Santana; prefeito diz que município não tem poder de fiscalização
Por Dandara Barreto | 02/06/2025 09:47 e atualizado em 03/06/2025
Foto: Valto Novaes
A presença de fios soltos, cabos caídos e estruturas improvisadas nos postes de energia voltou a ser motivo de reclamações da população de Feira de Santana. Nos últimos dias, vídeos que circularam nas redes sociais mostraram a situação crítica em pontos movimentados da cidade, como o entorno da Igreja dos Remédios, no centro, reacendendo o debate sobre a responsabilidade pela desorganização.
Durante entrevista coletiva nesta segunda-feira (2), o prefeito José Ronaldo de Carvalho comentou o problema e reconheceu a gravidade da situação. Segundo ele, embora uma lei municipal tenha sido sancionada em janeiro obrigando empresas de energia e telecomunicações a organizarem a fiação, a legislação tem efeito limitado na prática.
“Mesmo com essa lei, nós não temos poder de aplicar multas ou fiscalizar. A iluminação pública é 100% controlada por órgãos federais, como a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), e o mesmo ocorre com a telefonia e internet, sob responsabilidade da Anatel,” afirmou o gestor.
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O prefeito explicou que a Prefeitura tem tentado dialogar com as empresas responsáveis. Segundo ele, representantes da Coelba e de provedores de internet já participaram de reuniões com a Secretaria de Serviços Públicos, mas os avanços são lentos.
“É algo que me incomoda muito, é feio para a cidade. Deixa uma imagem negativa. Mas, infelizmente, não temos nenhum poder de agir diretamente sobre isso,” lamentou José Ronaldo.
A situação dos cabos nos postes tem sido recorrente em diversos bairros e, além da poluição visual, representa riscos à segurança de pedestres e motoristas. Em muitos casos, os fios caídos ou mal fixados comprometem a mobilidade urbana e podem causar acidentes.
A legislação sancionada pelo prefeito foi aprovada pela Câmara Municipal e previa a aplicação de multa de até R$ 20 mil para empresas que mantivessem cabos desorganizados ou em desuso. No entanto, conforme esclareceu o próprio chefe do Executivo, a norma esbarra na ausência de poder de polícia do município sobre as concessionárias.
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