Dia de Iemanjá: festa atrai populares e devotos da rainha do mar nesta segunda, 2
Por Yasmin Mota | 02/02/2026 10:42 e atualizado em 03/02/2026
Foto: Divulgação
Resumo da notícia
- Devotos, fiéis e turistas celebram o Dia de Iemanjá em 2 de fevereiro em Salvador, Ilhéus e outras cidades litorâneas da Bahia, com homenagens à Rainha do Mar.
- No bairro do Rio Vermelho, em Salvador, a movimentação começa cedo, com entrega de flores, perfumes e oferendas, além da organização dos balaios levados ao mar pela colônia de pescadores.
- A festa une fé, cultura e tradição das religiões de matriz africana, marcada pelo sincretismo religioso e pela devoção à orixá protetora dos mares.
“Dia 2 de fevereiro, dia de festa no mar”. Baianos, soteropolitanos e turistas prestam homenagem à rainha do mar, Iemanjá, nesta segunda-feira (2). Em Salvador, Ilhéus e em Mata de São João devotos e fiéis da orixá participam do festejo.
Na beira do mar, a orixá recebe os populares presentes, oferecidos em tom de agradecimento, fé e com pedidos. A movimentação na orla do bairro do bairro rio vermelho em Salvador, onde fica localizada a casa de Iemanjá, é intensa nas primeiras horas da manhã. Adeptos da entidade levam flores, perfumes, sabonetes e outros itens para serem oferecidos.
Além disso, uma fila é registrada no caramanchão, estrutura onde ficam localizados os balaios que vão ser levados pela colônia de pescadores do bairro ao mar, no período da tarde. A entrega do presente principal durante a festa da Rainha do Mar ocorre a partir das 15h30, tendo início na casa de Iemanjá.
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Sobre o festejo
Nesta segunda-feira (2), devotos e simpatizantes de tradições religiosas de matriz africana se reúnem para celebrar o Dia de Iemanjá, a orixá conhecida como Rainha do Mar nas religiões como Umbanda e Candomblé. A data é marcada em diversas regiões do Brasil por homenagens, cantos e oferendas às águas, em um ritual que une fé, cultura e tradição.
Iemanjá, cujo nome tem origem na língua yorubá e é frequentemente traduzido como “mãe cujos filhos são peixes”, é cultuada como protetora dos mares, dos navegantes e também ligada à fertilidade e à proteção afetiva.
A escolha do 2 de fevereiro está ligada ao sincretismo religioso que se desenvolveu no Brasil durante a escravidão, quando práticas e crenças de origem africana foram associadas a festas católicas para preservar tradições em meio à intolerância. Nesse contexto, a homenagem a Iemanjá coincidiu com a celebração católica de Nossa Senhora dos Navegantes, promovendo um encontro simbólico entre as duas tradições religiosas.
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