Dirigido pelo feirense Daniel Sal, “Carranca” estreia premiado em Caruaru e Tom Nascimento vence como melhor ator
Por Hamurabi Dias | 28/08/2026 15:25 e atualizado em 28/08/2026
Foto: Edvaldo Raw
Resumo da notícia
- O curta-metragem “Carranca”, dirigido pelo feirense Daniel Sal, foi premiado no 13º Festival de Cinema de Caruaru. Tom Nascimento venceu o prêmio de Melhor Ator por sua atuação como Vado.
- O filme acompanha Vado, um homem negro de 50 anos que enfrenta um diagnóstico neurológico próximo ao Réveillon e passa a lidar com medo, vulnerabilidade e a possibilidade da própria morte.
- Produzido pela Menino Amarelo Filmes e Palenque Filmes, o curta foi realizado em Feira de Santana e aborda temas como masculinidade, autocuidado, saúde e medo da morte, destacando a produção cinematográfica da cidade.
A estreia de “Carranca” já entrou para a história do cinema feirense com uma conquista. O curta-metragem dirigido por Daniel Sal recebeu o prêmio de melhor ator para Tom Nascimento, na noite de 22 de agosto, durante o 13º Festival de Cinema de Caruaru. A produção foi exibida na competitiva nacional e recebeu muitos aplausos do público.
Tom interpreta Vado, um homem negro de 50 anos que tem a vida atravessada por um diagnóstico neurológico próximo ao Réveillon. Diante da possibilidade da própria finitude, ele mergulha em medo, angústia e fragilidade. A atuação sustenta um personagem marcado pelo silêncio e pela dificuldade de lidar com a própria vulnerabilidade.
“Vado é um homem moldado por uma estrutura de masculinidade e machismo que, de repente, se vê diante da própria finitude e não sabe como enfrentar essa vulnerabilidade. Meu trabalho foi mergulhar nesse universo emocional e dar corpo a essa fragilidade escondida”, explica o ator.
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Ao lado de Tom, Karina de Faria e Rose Irene Visitação integram as relações afetivas e os conflitos íntimos da narrativa, enquanto Dailton Mota assume o antagonismo. Embora o prêmio seja individual, a conquista é resultado do trabalho de toda a equipe de Carranca. Para Daniel Sal, o reconhecimento confirma a escolha do ator para protagonizar a obra e representa um motivo de orgulho diante do resultado alcançado na estreia.
Produzido pelas Menino Amarelo Filmes e Palenque filmes, sob produção de David Aynan, Carranca foi realizado em Feira de Santana e leva para a tela questões ligadas à saúde, masculinidade, autocuidado e medo da morte. O filme transforma a experiência particular de Vado em uma reflexão sobre homens socializados para suportar a dor em silêncio.
O troféu de melhor ator para Tom Nascimento marca a estreia competitiva de Carranca e se torna também um reconhecimento à força do cinema produzido na cidade. “Esse prêmio simboliza a coroação de mais de duas décadas dedicadas ao teatro e marca minha recente incursão no cinema. Carranca, meu segundo curta-metragem, chegou como um presente, conduzido pela direção apurada de Daniel Sal e enriquecido pelas parcerias de cena e pela dedicação de toda a equipe. Por isso, considero que o prêmio é coletivo: mais do que uma conquista pessoal, ele reafirma o valor do nosso trabalho e a potência do cinema feito em Feira de Santana”, celebra Tom.
Ao estrear premiado em Caruaru, Carranca não apenas abre caminho nos festivais, mas reafirma a força das histórias nascidas em Feira de Santana, capazes de atravessar telas, públicos e gerações. A conquista de Tom Nascimento consagra também a cidade como território fértil de criação, onde cada obra se torna um ato de afirmação cultural e de esperança, projetando o cinema feirense para novos horizontes.
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