Do feed pro fórum: Dois reais ou uma ‘sextorsão’?
Por Coluna O Jogo e o Tabuleiro | 10/07/2025 18:02 e atualizado em 10/07/2025
Foto: Divulgação
Por Victor Limeira*
A fama vem com filtro, mas o vexame é em HD. Ih, rapaz! O São João acabou, mas em Feira de Santana o forró continuou e tome xote. Vamos aos fatos: uma “influenciadora” com aspas e reticências estava supostamente chantageando seu ex-parceiro, ameaçando divulgar nas redes sociais um vídeo íntimo. Macho tóxico que fala, né?
É que picareta não tem gênero, não tem profissão e não tá só na política. Na internet tem aos montes, é pau a pau. E aqui em Feira, não precisa nem dizer o nome que todo mundo já mata a charada.
Os blogs parecem até joguinhos de palavras cruzadas, com pistas e anedotas, e o povo a comentar loucamente: “quem é?”, “eu sei” e “fulana não é disso”. Tá armado o picadeiro e o clickbait comendo solto na casa de noca.
A internet gosta do caos porque rende, engaja e bomba o algoritmo. Na rede, vale o que se mostra. É aquele negócio, faça o que eu digo no feed, mas não faça o que eu faço fora dele. Como canta Mari Fernandez, “fora do stories, tô fazendo história”. Que história, hein? É true crime pra fazer inveja ao establishment todo.
Feira virou entretenimento involuntário do algoritmo, mas se engana quem acha que o circo tá montado só nas redes. Fora dos stories, a política local tá num ritmo mais desacelerado, bem Clarisse Falcão. E se o caos da internet gera engajamento, o marasmo político tem rendido só uns likes arrastados.
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Eu sei, essa coluna nasceu pra falar de política. Mas em terra de Lula 3 e Zé Ronaldo 5, o som que tá rolando é monotonia pura. Até aquele que não pode ser citado foi inocentado pelo STJ. Nessa maresia, eu prefiro ouvir um forró. Nem os Cavaleiros, nem a Garota Safada (pra não perder o trocadilho infame).
Pra não dizer que não falei de política, quem tá de volta ao tabuleiro é o ex-prefeito Colbert Martins. Reapareceu como canta Léo Santana, posturado e calmo, pra integrar a equipe de Bruno Reis e já deu sinais de que quer entrar na disputa pra 26. Haja costura e embróglio governista pra acomodar todo mundo no mesmo piano.
Do outro lado do convés, Zé Neto comemora a eleição partidária e sonha remar sozinho como nome da oposição, pra repetir a votação de 22 e carimbar sua cadeira na Câmara. E aí, quem sabe, de novo, outra vez, se catapultar pra disputar a sonhada prefeitura.
No cenário estadual, a queda de braço do momento é pra ver quem é o mais sertanejo dos postulantes. Neste final de semana, o epicentro da disputa foi Curaçá, com direito a encontro de agendas do governador e do seu principal oponente. Com pouco mais de 20 mil votos válidos, o esforço dessa agenda não traduz o que a cidade vale eleitoralmente, mas o que representa.
Enquanto Neto busca se conectar mais com o interior e come bode frito com Brahma na lata, Jerônimo ensina todo o glossário do look de vaqueirão, com direito a perneira, parapeito e gibão, tudo em couro legítimo, como manda o figurino.
Toda essa troca de shades tem um motivo. Em 2022, Jerônimo venceu em 364 cidades e Neto em apenas 53. O desafio do ex-prefeito da capital pra levar as eleições passa por interiorizar seu nome nos rincões da Bahia, ao passo que precisa ampliar sua força nos grandes centros. Em 2022, o então candidato do União Brasil venceu nas 10 maiores cidades do estado. Já Jero precisa conter toda iniciativa e vestir em Neto a roupa de menino de playground, que já colou outras vezes.
Bem amigos, por hoje é isso.
Peço desculpas por não citar mais nomes. Nesse cenário de indefinições melhor então evitar qualquer tipo de ‘sextorsão’.
Victor Limeira é jornalista e estrategista político*
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