Dois advogados são presos em Salvador por envolvimento com quadrilha que aplicava golpes em idosos
Por Hamurabi Dias | 22/07/2025 14:48 e atualizado em 22/07/2025
Foto: Divulgação
Resumo da notícia
- Dois advogados foram presos em Salvador durante a Operação “Entre Lobos”, coordenada pelo MP da Bahia e de Santa Catarina, com ações simultâneas em cinco estados. Ao todo, foram expedidos 13 mandados de prisão, 35 de busca e apreensão, além de bloqueios de contas e apreensão de veículos.
- A investigação revelou uma organização criminosa formada por advogados, especializada em fraudes contra idosos. O grupo aplicava golpes por meio de ações judiciais fraudulentas e cessões de crédito enganosas, usando o “Instituto de Defesa do Aposentado e Pensionista (IDAP)” como fachada.
- Cerca de 215 vítimas já foram identificadas, com indícios de que mais de mil pessoas podem ter sido lesadas em diversos estados. Os prejuízos financeiros chegam a valores milionários, afetando principalmente aposentados em situação de vulnerabilidade.
Dois advogados foram presos nesta terça-feira (22) em Salvador, durante a Operação “Entre Lobos”, deflagrada pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), por meio do seu Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), em apoio ao Gaeco do MPSC.
A operação ocorre de forma simultânea em outros quatro estados da federação — Santa Catarina, Ceará, Rio Grande do Sul e Alagoas — e é fruto de uma investigação conduzida pelo Gaeco do Ministério Público de Santa Catarina (MP/SC), com apoio das Promotorias de Justiça locais. No total, estão sendo cumpridos 13 mandados de prisão (oito preventivas e cinco temporárias) e 35 mandados de busca e apreensão, além de 25 apreensões de veículos e 16 ordens de bloqueio de contas bancárias, com valores de até R$ 2 milhões por investigado ou empresa envolvida.
As investigações apontam para a existência de uma sofisticada e estruturada organização criminosa, liderada por cinco advogados e composta por pelo menos 17 integrantes, especializada na prática de estelionato, lavagem de dinheiro, patrocínio infiel e crimes contra idosos. O grupo é suspeito de lesar financeiramente aposentados e pessoas em situação de vulnerabilidade por meio de um esquema de cessões de créditos judiciais fraudadas.
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De acordo com as apurações, o grupo abordava as vítimas — predominantemente idosos, com idade média de 69 anos — oferecendo a propositura de ações revisionais de contratos bancários. Após o ajuizamento dessas ações, sem o devido conhecimento dos clientes, as vítimas eram induzidas a assinar contratos de cessão de crédito por valores muito inferiores aos reais montantes a receber. Em muitos casos, os idosos eram levados a cartórios para reconhecimento de firma, dando aparência de legalidade ao golpe.
As investigações também identificaram o uso do “Instituto de Defesa do Aposentado e Pensionista (IDAP)” como fachada institucional para captação de vítimas pela internet. O site do instituto era utilizado nacionalmente para atrair aposentados, que, ao acessá-lo, acabavam assinando documentos que permitiam à organização ajuizar ações judiciais e depois operar o desvio dos créditos.
Até o momento, já foram identificadas cerca de 215 vítimas do esquema criminoso, mas há indícios de que mais de mil pessoas possam ter sido lesadas nos estados investigados, o que demonstra a amplitude e a gravidade da atuação da organização criminosa.
Na Bahia, a ação também contou com o apoio da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap).
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