Donald Trump anuncia acordo comercial com Japão e baixa tarifa para 15%
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Donald Trump anuncia acordo comercial com Japão e baixa tarifa para 15%

Donald Trump anuncia acordo comercial com Japão e baixa tarifa para 15% Foto: The White House

Resumo da notícia

  • O presidente Donald Trump anunciou um grande acordo comercial com o Japão, envolvendo tarifas recíprocas de 15% sobre produtos exportados e um investimento japonês de US$ 550 bilhões nos EUA. Segundo Trump, os EUA receberiam 90% dos lucros e o tratado abriria o mercado japonês para produtos como arroz, carros e caminhões.
  • Trump descreveu as negociações como difíceis, criticando a resistência do Japão em importar arroz e veículos norte-americanos. Apesar disso, o acordo foi celebrado como um marco para as relações bilaterais. Analistas destacam que a medida pode evitar tarifas adicionais e melhorar o acesso a consumidores japoneses.
  • O Japão é um dos principais parceiros comerciais dos EUA, sendo o 5º maior exportador para o país. Em 2023, exportou US$ 148 bilhões em bens e importou US$ 80 bilhões dos EUA. Além disso, é o maior credor estrangeiro dos EUA, com US$ 1,1 trilhão em títulos do Tesouro. O acordo segue esforços americanos para conter a influência comercial da China.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um aguardado acordo comercial com o Japão na noite de terça-feira (22), algo que, apesar de serem aliados e grandes parceiros comerciais, parecia ilusório algumas semanas atrás.

“Acabamos de fechar um acordo enorme com o Japão, talvez o maior acordo já feito”, escreveu Trump no Truth Social.

Como parte do acordo, os importadores americanos pagarão tarifas “recíprocas” de 15% sobre produtos japoneses exportados para os Estados Unidos. O Japão também investirá US$ 550 bilhões nos Estados Unidos, segundo o presidente.

Trump acrescentou que os EUA “receberão 90% dos lucros”. Ele não especificou como esses investimentos funcionariam ou como os lucros seriam calculados. Nenhum termo oficial de compromisso foi divulgado.

“Este acordo criará centenas de milhares de empregos — nunca houve nada parecido. Talvez o mais importante seja que o Japão abrirá o país ao comércio, incluindo carros e caminhões, arroz e alguns outros produtos agrícolas, entre outros. O Japão pagará tarifas recíprocas aos Estados Unidos de 15%”, publicou Trump.

Pouco depois da publicação, Trump deu início aos comentários no Salão Leste na terça-feira à noite, destacando o acordo comercial com o Japão.

“Acabei de assinar o maior acordo comercial da história; acho que talvez o maior acordo da história com o Japão”, disse Trump durante uma recepção com membros republicanos do Congresso.

“Eles tinham seus melhores funcionários aqui, e trabalhamos muito e com afinco. E é um ótimo negócio para todos”, acrescentou Trump.

O acordo com o Japão foi a terceira notícia comercial anunciada por Trump na terça-feira. Isso ocorre após meses de negociações com importantes parceiros comerciais, como União Europeia, Coreia do Sul, Índia e dezenas de outros, à medida que se aproxima o prazo final de Trump, 1º de agosto, para colocar em vigor tarifas mais altas.

Negociações difíceis

Ambos os lados descreveram as negociações como tensas anteriormente. Questionado sobre a chance de um acordo comercial com o Japão em junho, Trump disse a repórteres a bordo do Air Force One: “Eles são durões. Os japoneses são durões”.

Mas, na terça-feira, Trump disse que o acordo marcou um “momento muito emocionante para os Estados Unidos da América, e especialmente pelo fato de que continuaremos a ter sempre um ótimo relacionamento com o Japão”.

No final do mês passado, Trump destacou as vendas de arroz como um ponto de discórdia entre as duas nações.
“Eles não querem aceitar nosso ARROZ, e ainda assim têm uma enorme escassez de arroz”, disse Trump em uma publicação no Truth Social.

O país comprou US$ 298 milhões em arroz dos EUA no ano passado, segundo dados comerciais do Departamento de Estatísticas dos Estados Unidos. Entre janeiro e abril deste ano, o Japão comprou US$ 114 milhões em arroz.

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Mas um relatório de 2021 publicado pelo Gabinete do Representante Comercial dos Estados Unidos durante o governo do ex-presidente Joe Biden declarou que “o sistema altamente regulamentado e não transparente de importação e distribuição de arroz do Japão limita a capacidade dos exportadores dos EUA de terem acesso significativo aos consumidores japoneses”.

Carros – um pilar da economia japonesa – também têm sido um tema nas negociações. Trump afirmou que o Japão não importa carros dos EUA. “Não demos um único carro a eles em 10 anos”, disse ele no início deste mês.
No ano passado, o Japão importou 16.707 unidades de automóveis norte-americanos, de acordo com a Associação de Importadores de Automóveis do Japão.

Mas o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, encontrou-se com o primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba, em Tóquio na semana passada e postou no X que estava otimista quanto a chegar a um acordo — um sinal de uma possível distensão.

“Um bom acordo é mais importante do que um acordo apressado, e um acordo comercial mutuamente benéfico entre os Estados Unidos e o Japão continua dentro do reino das possibilidades”, disse Bessent.

Mary Lovely, do Instituto Peterson, disse que o acordo aliviou a ameaça de tarifas ainda maiores sobre o Japão.
“O ‘acordo’ isenta o Japão da ameaça de tarifa de 25% e o coloca potencialmente em uma posição competitiva em relação a fornecedores americanos similares”, escreveu ela em um e-mail à CNN Internacional.

Inicialmente, no Dia da Libertação, em abril, o republicano havia direcionado uma alíquota de 24% contra os importados do país asiático.

No dia 7 de julho, ao iniciar uma série de reajustes contra alguns dos parceiros dos EUA, Trump elevou a 25% a tarifa aplicada sobre os produtos da terra do sol nascente.

“É improvável que os EUA vendam muitos carros e caminhões […] dos EUA. A liberalização agrícola [é] uma vitória para os consumidores japoneses, supondo que eles estejam dispostos a experimentar o excelente arroz da Califórnia.”

Um importante parceiro comercial

Ao contrário de alguns dos acordos que Trump anunciou recentemente, incluindo com a Indonésia e as Filipinas, o Japão é um parceiro comercial significativo dos Estados Unidos.

O Japão é a quinta maior fonte de importações dos Estados Unidos. No ano passado, o país embarcou US$ 148 bilhões em mercadorias para os EUA, segundo dados do Departamento de Comércio. Carros, autopeças e máquinas agrícolas e de construção estavam entre os principais produtos comprados de lá.

Produtos do Japão enfrentaram brevemente uma tarifa “recíproca” de 24% antes de Trump decretar uma pausa de 90 dias em abril. Desde então, os produtos têm enfrentado uma tarifa mínima de 10%.

Enquanto isso, os EUA exportaram US$ 80 bilhões em mercadorias para o Japão no ano passado. Petróleo e gás, produtos farmacêuticos e aeroespaciais foram as principais exportações.

O Japão está em uma posição desconfortável, já que a China é seu principal parceiro comercial e o governo Trump vem tentando pressionar os aliados a reduzir seus níveis de comércio com a China para fechar um acordo comercial com os EUA, de acordo com vários relatórios.

O tratado mais recente entre os EUA e o Japão segue um acordo comercial expandido que os dois países assinaram em 2019, que entrou em vigor no ano seguinte e permitiu que mais produtos fossem enviados sem impostos.

O Japão tinha alguma influência sobre os Estados Unidos em seu acordo comercial: o país é o maior credor estrangeiro dos EUA. O Japão detém US$ 1,1 trilhão em títulos do Tesouro norte-americano, usados para financiar a crescente dívida do país.

Com informações da CNN Brasil.

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