Duas escolas da rede estadual em Feira de Santana devem voltar oferecer matrícula para estudantes do ensino fundamental
Por Hamurabi Dias | 24/01/2026 09:21 e atualizado em 24/01/2026
Foto: Divulgação
Resumo da notícia
- Os colégios estaduais Imaculada Conceição e Georgina Soares do Nascimento vão manter e abrir vagas do 6º ao 9º ano do ensino fundamental em Feira de Santana, a partir de segunda-feira (26).
- Um acordo entre o Ministério Público, Prefeitura e Governo do Estado encerrou o impasse sobre a transferência da gestão e evitou o fechamento das unidades, garantindo vagas imediatas e novas avaliações de outras escolas.
- O Ministério Público destacou que a medida busca reduzir impactos sociais, como custos de transporte, riscos à segurança e prejuízos a alunos com deficiência e às comunidades atendidas.
Os Colégios Estaduais Imaculada Conceição e Georgina Soares do Nascimento, localizados no município de Feira de Santana, a partir da próxima-segunda-feira (26) providenciarão respectivamente a manutenção e a abertura de vagas para alunos do 6º ao 9ª ano do ensino fundamental. A medida resulta de acordo selado nesta sexta-feira (23) entre o Ministério Público da Bahia, por meio da 2ª Promotoria de Justiça local e do Centro de Autocomposição e Construção de Consensos (Compor), e representantes da Prefeitura e do Governo do Estado.
O acordo põe fim ao risco de fechamento das unidades, em razão de impasse no processo de transferência da gestão das escolas do Estado para o Município, e prevê a oferta imediata de vagas do 6º e 7º anos no Colégio Carminda Mascarenhas para estudantes do Colégio Georgina Erismann, além da avaliação da situação dos Colégios Estaduais Lázaro dos Santos Ferreira; Padre Vieira e Eduardo Fróes da Mota. Uma nova reunião foi marcada para o dia 30 de janeiro de 2026, na sede do Compor, para discussão e ajuste de medidas complementares.
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O promotor de Justiça Audo Rodrigues, da 2ª Promotoria de Feira, destacou que a atuação mediadora do Ministério Público buscou minimizar impactos e garantir a proteção integral dos estudantes. Segundo ele, “o acordo firmado evita um prejuízo maior para famílias e crianças dos bairros onde estão localizadas as escolas, assegurando que nenhuma decisão seja tomada sem considerar a realidade social e os riscos que envolvem essa comunidade”. Na reunião, foram consideradas as inquietações da comunidade sobre um eventual fechamento das unidades escolares, como o aumento dos custos de transporte caso os estudantes precisassem ser remanejados para bairros distantes, o receio de circulação em áreas marcadas por conflitos entre facções criminosas e a preocupação com alunos com deficiência, que possuem vínculos consolidados com as equipes pedagógicas das unidades então ameaçadas de encerramento.
Participaram do encontro, além do promotor Audo Rodrigues, a coordenadora do Compor, promotora de Justiça Karinny Peixoto; o coordenador do Centro do Apoio Operacional de Defesa da Educação (Ceduc), promotor de Justiça Adriano Marques; o secretário municipal de Educação de Feira Paulo Roberto Gonçalves e representantes da Secretaria de Educação do Estado da Bahia (SEC).
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