El Niño muito forte pode provocar eventos climáticos extremos no Brasil, alerta Inmet
Por Yasmin Mota | 14/09/2026 09:45 e atualizado em 14/09/2026
Foto: Inmet/Painel El Niño
Resumo da notícia
- El Niño pode atingir intensidade excepcional entre setembro e novembro. Segundo o Inmet, há mais de 90% de chance de o fenômeno chegar ao nível muito forte durante a primavera, que começa em 22 de setembro.
- No Sul, principalmente Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, aumenta o risco de chuvas intensas e novos temporais. Já no Norte, Nordeste e áreas do Brasil Central, a previsão é de chuvas abaixo da média, agravando a seca na Amazônia.
- Ondas de calor podem ganhar força no Centro-Oeste e Sudeste. O Inmet estima ainda 75% de chance de este ser o El Niño mais intenso dos últimos 76 anos, com possíveis impactos no agronegócio e aumento de eventos climáticos extremos.
O Brasil pode enfrentar condições climáticas extremas entre setembro e novembro com o avanço de um El Niño de intensidade excepcional. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), existe mais de 90% de probabilidade de o fenômeno alcançar nível muito forte durante a primavera, que começa em 22 de setembro.
O cenário aumenta o risco de chuvas intensas no Sul, principalmente no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. A região ainda enfrenta os impactos das enchentes de 2024, o que amplia a preocupação com novos temporais e possíveis desastres.
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No Norte, Nordeste e em áreas do Brasil Central, a previsão aponta para precipitações abaixo da média. O quadro pode agravar a seca na Amazônia e elevar o risco de problemas no abastecimento de água. Centro-Oeste, Minas Gerais e Espírito Santo também podem registrar períodos mais secos, enquanto ondas de calor tendem a ganhar força no Centro-Oeste e no Sudeste.
O Inmet estima ainda 75% de chance de o episódio ser o mais intenso dos últimos 76 anos, com base em dados da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), dos Estados Unidos. Para o meteorologista Wanderson Luiz Silva, da UFRJ, o fenômeno está entre os mais fortes das últimas décadas e pode provocar impactos sobre o agronegócio, além de ampliar a ocorrência de eventos extremos no país.
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