Em ato no extremo sul da Bahia, ACM Neto critica sistema de regulação estadual
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Em ato no extremo sul da Bahia, ACM Neto critica sistema de regulação estadual

Em ato no extremo sul da Bahia, ACM Neto critica sistema de regulação estadual Foto: Divulgação

Resumo da notícia

  • ACM Neto criticou o sistema de regulação estadual durante ato político em Itabela, após ouvir o relato de uma mãe sobre a morte do filho enquanto aguardava uma vaga em UTI pediátrica.
  • O candidato afirmou que saúde e segurança seriam prioridades de um eventual governo e defendeu a ampliação de hospitais, leitos e UTIs no interior.
  • Entre as propostas apresentadas estão a criação do “Pix Saúde” para enfrentar a fila da regulação e parcerias com prefeituras para fortalecer hospitais municipais.

O candidato ao Governo do Estado ACM Neto (União Brasil) criticou, nesta sexta-feira (21), em Itabela (no extremo sul da Bahia), o governador Jerônimo Rodrigues (PT) após ouvir o relato de uma mãe que perdeu seu filho de apenas 1 ano e 7 meses enquanto aguardava na fila da regulação por uma vaga em UTI pediátrica. Neto afirmou que o caso contrasta com declarações recentes do petista de que ninguém morre na Bahia à espera de atendimento de urgência.

“Há quatro anos, o atual governador disse que ia zerar a fila da regulação. Há pouquíssimos dias, ele deu uma entrevista dizendo que na Bahia ninguém morria esperando por um atendimento de urgência. Com certeza, ele não vive a realidade, não compartilha da dor e não tem noção do tamanho do sofrimento do nosso povo mais pobre, das pessoas que precisam do sistema de saúde”, afirmou Neto.

O encontro aconteceu durante um ato político realizado no município, onde Neto cumpre uma série de compromissos, incluindo uma visita à 15ª edição da Festa do Café de Itabela. Ele está acompanhado dos candidatos ao Senado Angelo Coronel (Republicanos) e João Roma (PL), além de parlamentares e lideranças da região. Na chegada à cidade, foi recepcionado pelo ex-prefeito Luciano Francisqueto, que declarou apoio à candidatura do ex-prefeito de Salvador ao Governo do Estado.

Durante o ato, a mãe de Noah procurou Neto e relatou o drama vivido pela família. Segundo ela, o menino começou a apresentar problemas de saúde após o surgimento de um furúnculo e episódios de febre. Inicialmente, foi levado ao hospital de Itabela, medicado e liberado. Com a piora do quadro, a família retornou à unidade, buscou atendimento em Eunápolis e, posteriormente, foi direcionado para o Hospital Regional Deputado Luís Eduardo Magalhães, onde faleceu aguardando uma vaga de UTI.

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Ao ouvir a história, Neto prestou solidariedade à família e disse ter sido profundamente impactado pelo relato, sobretudo por também ser pai de uma criança pequena. “Quando eu cheguei aqui e encontrei os familiares e amigos desta criança linda, o Noah, eu fiquei emocionado. Quando vi a sua dor, as suas lágrimas, no meu coração veio o sentimento de pai”, disse.

Problemas do Estado

O candidato voltou a apontar saúde e segurança pública como as duas principais prioridades de um eventual governo e apresentou medidas que, segundo ele, serão adotadas para enfrentar a fila da regulação. “Se Deus me der a chance de ser governador, eu tenho duas prioridades na frente de quaisquer outras: cuidar da saúde e da segurança pública. Porque, com isso, nós vamos salvar a vida dos baianos”, afirmou.

Entre as propostas apresentadas por Neto estão a ampliação dos hospitais regionais e da quantidade de leitos hospitalares e de UTI, além da oferta de tratamentos especializados no interior. Além disso, o ex-prefeito de Salvador propôs a criação do Pix Saúde para reduzir a fila da regulação. Outra medida é a realização de parcerias com as prefeituras para fortalecer hospitais municipais.

Para Neto, ampliar a assistência nas pequenas e médias cidades é fundamental para reduzir as transferências de pacientes e a pressão sobre os grandes hospitais. “Se a gente leva os hospitais para o interior, se leva novos leitos para mais pessoas, desafoga a pressão nos grandes centros e resolve o problema da fila da regulação”, salientou.

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