Em audiência sobre cortes de salários na pandemia, Município mantém proposta para professores; valor desagrada categoria
Por Hamurabi Dias | 10/11/2025 17:31 e atualizado em 10/11/2025
Foto: Divulgação/APLB Feira
Resumo da notícia
- Em audiência de conciliação na 2ª Vara da Fazenda Pública, o Município de Feira de Santana manteve a proposta de devolver R$ 16 milhões referentes aos cortes salariais de professores durante a pandemia de 2020. O juiz Nunisvaldo dos Santos determinou que o município apresente os valores individuais de cada docente.
- A APLB Sindicato considerou o valor insuficiente e informou que o processo de negociação continuará em reunião marcada para quarta-feira (12), às 15h, com representantes do governo e da comissão de professores. Cada docente poderá aceitar o valor proposto ou manter a ação judicial.
- A diretora da APLB, Marlede Oliveira, afirmou que o cálculo do sindicato aponta uma dívida de R$ 51 milhões, mais do que o triplo do valor proposto pela prefeitura. Ela classificou a oferta do governo como “insignificante” e criticou a demora na devolução dos salários cortados durante a pandemia.
Na última terça-feira (4) a diretoria da APLB Sindicato de Feira de Santana (Delegacia Sindical Sertaneja) e representantes do Município de Feira de Santana participaram de uma audiência de conciliação sobre os cortes de salários dos professores da rede municipal em 2020. A audiência aconteceu na 2ª Vara da Fazenda Pública, no Fórum Desembargador Filinto Bastos.
Segundo a categoria, na oportunidade o Município manteve o valor de devolução em R$ 16 milhões, sendo determinado que o Município apresente os valores individuais a que cada professor faz jus. O juiz Nunisvaldo dos Santos determinou que as audiências de conciliação na 2ª Vara da Fazenda Pública fossem finalizadas e a resolução deverá ser encaminhada a Justiça ao final de todo o processo.
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Ainda segundo a APLB, uma reunião nesta quarta-feira (12), às 15h, entre a diretoria da APLB Feira, a comissão de professores e representantes do Governo Municipal, dará prosseguimento as discussões sobre a devolução dos salários.
Também foi pontuado que os professores que tiverem o interesse de receber os valores apresentados pelo Governo Municipal poderão aceitar a devolução, bem como aqueles que não aceitarem e quiserem continuar com o processo terão essa opção. A diretora da APLB Feira de Santana, Marlede Oliveira contestou os valores apresentados pela gestão municipal. “O governo, infelizmente, levou a mesma proposta, que é de pagar R$ 16 milhões apenas, quando os nossos cálculos são de R$ 51 milhões, quer dizer, não é nem a metade do que ele deve aos professores. O professor teve seu salário cortado, foi esse caos que a categoria vivenciou naquela pandemia. Mas agora depois de tantos anos o governo ainda reluta em não pagar, e além disso, agora, quando decidiu que não tinha mais outra alternativa, aparece com um cálculo insignificante”, disse a sindicalista.
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