Bahia: em cinco anos, proporção de adolescentes que experimentaram cigarro eletrônico mais que dobrou
Por Hamurabi Dias | 04/04/2026 11:02 e atualizado em 04/04/2026
Foto: Freepik
Resumo da notícia
- Na Bahia, a proporção de adolescentes que já experimentaram cigarro eletrônico mais que dobrou entre 2019 e 2024, passando de 9,6% para 21,2%.
- Enquanto isso, o uso de cigarro convencional caiu levemente no estado e também em Salvador.
- O uso de vapes é mais comum entre estudantes da rede pública e não apresenta grande diferença entre homens e mulheres no estado.
Entre 2019 e 2024, na Bahia, houve uma discreta variação negativa na proporção de estudantes de 13 a 17 anos que haviam experimentado cigarro. Porém, no mesmo período, a proporção dos que já haviam fumado cigarro eletrônico (como os vapers/pods) alguma vez mais que dobrou, segundo resultados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, divulgados pelo IBGE.
Nesses cinco anos, a proporção de estudantes baianos que já haviam fumado cigarro convencional passou de 12,9% para 12,3%. Nacionalmente, também houve queda, de 22,6% para 18,5%. Assim como em 2019, a Bahia manteve, em 2024, o menor percentual, entre os estados, de estudantes que já haviam experimentado cigarro.
Salvador também tinha, entre as capitais, a menor proporção de estudantes que já haviam fumado cigarro. Entre 2019 e 2024, esse percentual caiu de 18% para 12,2%.
Se houve queda no uso de cigarro convencional, a proporção de adolescentes de 13 a 17 anos que já haviam utilizado cigarro eletrônico alguma vez na vida mais que dobrou na Bahia, entre 2019 e 2024, indo de 9,6% para 21,2% (2 em cada 10).
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O mesmo movimento foi verificado no Brasil como um todo, onde os escolares que já haviam experimentado cigarro eletrônico eram 16,8% em 2019 e passaram a ser 29,6% (3 em cada 10) cinco anos depois.
A experimentação de cigarro eletrônico entre adolescente aumentou em todos os estados. O crescimento na Bahia, em pontos percentuais, foi apenas o 16º, mas suficiente para fazer o estado subir três posições no ranking, da 3ª menor proporção (25ª maior) para a 6ª menor (22ª maior), entre 2019 e 2024.
Mato Grosso do Sul (48,2%), Paraná (44,9%) e Distrito Federal (43,7%) têm as maiores proporções de adolescentes que já experimentaram cigarro eletrônico; Amapá (12,4%), Amazonas (14,7%) e Rio de Janeiro (19,7%), as menores.
Em Salvador, o aumento na proporção de escolares que já usaram cigarro eletrônico foi menor do que no estado como um todo, passando de 14,6%, em 2019, para 17,7% em 2024. Entre as capitais, a cidade tinha, em 2024, o 3º menor índice, empatada com Manaus/AM (17,7%) e acima apenas de Belém/PA (12,5%) e Macapá/AP (12,9%). Brasília/DF (43,7%), Campo Grande/MS (43,5%) e Cuiabá (42,3%) apresentavam os maiores indicadores.
Na Bahia, praticamente não havia diferença no percentual de adolescentes homens e mulheres que já haviam usado cigarro eletrônico (21,4% e 21%, respectivamente). A experimentação foi muito mais informada por estudantes da rede pública (22,2%) do que da rede particular (15,2%).
Nacionalmente, as mulheres (31,7%) experimentaram mais que os homens (27,4%), o que também foi mais frequente nas escolas públicas (30,4% frente a 24,9% nas particulares). Já em Salvador, o uso do cigarro eletrônico foi um pouco mais frequente entre adolescentes homens (19,2% frente a 16,3% das mulheres) e também na rede pública de ensino (18,9%, frente a 15,1% na rede particular).
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