Em depoimento à Polícia Federal, Daniel Vorcaro nega fraude entre Banco Master e BRB e diz estar preso injustamente
Por Hamurabi Dias | 30/10/2026 14:57 e atualizado em 30/10/2026
Foto: Reprodução de vídeo
Resumo da notícia
- Em depoimento à Polícia Federal, Daniel Vorcaro negou fraudes nas operações entre o Banco Master e o BRB e afirmou estar preso injustamente, defendendo a regularidade das negociações de carteiras de crédito.
- Indiciado pela suposta venda de R$ 12 bilhões em carteiras de crédito consignado fraudulentas, o banqueiro alegou que substituiu os ativos originais por bens pessoais para evitar prejuízos ao BRB e contestou as avaliações dos investigadores e do Banco Central.
- Vorcaro pediu uma perícia independente para avaliar os ativos, negou ter causado prejuízos ao BRB e solicitou o arquivamento do processo, afirmando que não existem provas de fraude.
O banqueiro Daniel Vorcaro prestou depoimento à Polícia Federal no qual negou a ocorrência de ilegalidades nas operações financeiras entre o Banco Master e o Banco Regional de Brasília (BRB). Segundo informações obtidas e divulgadas pelo jornal Estadão, durante uma oitiva no último dia 15 de outubro, o investigado rebateu as conclusões do relatório policial e declarou estar “preso injustamente”, sustentando a regularidade das negociações de carteiras de crédito realizadas entre as instituições.
Vorcaro foi indiciado pela PF em relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) sob a acusação de participação na venda de R$ 12 bilhões em carteiras de crédito consignado fraudulentas. Em sua defesa perante as autoridades, o empresário argumentou que os ativos originais foram substituídos por outros bens para evitar prejuízos ao BRB, embora os investigadores apontem divergências também nas garantias apresentadas.
Durante o depoimento, o banqueiro manifestou críticas à condução do caso e defendeu a realização de perícia independente nas operações: “Esse caso virou uma pressão nacional, eu entendo isso tudo, Os senhores sofrem essa pressão também. Mas passa a espuma de mídia e vai ficar na história quem tem coragem de ver a verdade. E eu tô preso injustamente por conta disso”, afirma.
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E completa: “Eu não fiz fraude nenhuma com BRB, eu não lesei nada o BRB, ao contrário, coloquei ativos pessoais meus abaixo do preço pra poder trocar a transação. Eu só preciso ter um voto de confiança. Contrata uma empresa internacional pra ver quanto os ativos valem, eu vou pedir essa perícia lá na ação cível. Vai ficar claro que a minha atitude foi de resolver o problema e de não fazer fraude nenhuma”.
Vorcaro questionou também as avaliações feitas pelo órgão regulador do sistema financeiro sobre as transações investigadas: “Uma hora a verdade vai aparecer. as próprias pessoas do Banco Central vão ser responsabilizadas um dia. Por isso que eu tô chamado a coragem de agir, porque hoje é difícil agir com coragem e a favor da verdade. O fácil é falar: ‘olha fraude, não sei o quê, e incrimina isso aqui’. Isso é fácil. Tanto que tá todo mundo fazendo. Mas vai passar esse momento e quando passar vão ver: ‘teve fraude?’ Não”.
Ao concluir a oitiva, o investigado solicitou o encerramento do procedimento e declarou: “Arquive esse processo porque não tem prova nenhuma”.
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