Em Feira de Santana, 46% da população é católica; evangélicos são 31%, segundo IBGE
Feira de Santana

Em Feira de Santana, 46% da população é católica; evangélicos são 31%, segundo IBGE

Em Feira de Santana, 46% da população é católica; evangélicos são 31%, segundo IBGE Foto: Divulgação

O IBGE divulgou nesta sexta-feira (6), os resultados sobre religiões do Censo Demográfico 2022, com dados para todo o país, considerando a população de 10 anos ou mais de idade. A última pesquisa mostrou que em Feira de Santana, quando a pergunta do questionário foi ‘Qual é sua religião ou culto?’, 249.740 (46,7%) pessoas se declararam Católica Apostólica Romana, enquanto 169.368 (31,67%) são evangélicos, construindo assim os dois principais perfis religiosos em Feira de Santana.

Se comparado com os números de 2010, há uma redução no número de praticantes da religião católica, enquanto cresceu o número de evangélicos, uma tendência notada para toda Bahia. Em 2010, em Feira de Santana, eram 272.945 católicos, ou 57,9% da população acima de 10 anos. Os evangélicos eram 115.117, ou 24,42%.

Veja outros números da pesquisa:

2022

Católica

2010

Católica

BAHIA

A Bahia continua majoritariamente católica, mas a diversidade religiosa seguiu crescendo no estado, entre os Censos Demográficos de 2010 e 2022, com perda de participação dos católicos na população em geral e aumento da participação, sobretudo, dos evangélicos, mas também dos adeptos da umbanda ou candomblé, de outras religiosidades e das pessoas que não têm nenhuma religião (incluindo ateus).

Segundo o Censo 2022, 57,0% da população baiana de 10 anos ou mais de idade é católica, o que significa 7.002.933 pessoas. A participação dos católicos no estado era bem próxima da verificada no Brasil como um todo: 56,7% da população brasileira de 10 anos ou mais de idade é católica (100.216.153 pessoas).

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Quarto estado mais populoso do país, a Bahia tinha a terceira maior população católica em termos absolutos (cerca de 7 milhões), abaixo de São Paulo (20.459.882) e Minas Gerais (11.487.378), mas apenas a 14ª proporção de católicos no total (57,0%) e a menor da região Nordeste. Piauí (77,4%), Ceará (70,4%) e Paraíba (69,0%) tinham as maiores proporções de católicos na população; Roraima (37,9%), Acre (38,9%) e Rio de Janeiro (38,9%) tinham as menores.

Na Bahia, os evangélicos tinham a segunda maior participação na população. Eram 23,3% das pessoas de 10 anos ou mais de idade (1 em cada 5), ou 2.869.362, em números absolutos. O estado tinha a quarta maior população evangélica do país, mas só a 20ª proporção entre as 27 unidades da Federação (ou a 8ª menor).

Com participações praticamente iguais, na Bahia, vinham, em seguida, as pessoas espíritas (123.375, ou 1,0% do total) e as adeptas da umbanda e candomblé (123.322, 1,0% do total). O estado tinha o 6º maior contingente de espíritas e o 12º percentual. Tinha, ainda, a 4ª maior população adepta de religiões de matriz africana, e o 4º maior percentual, em um ranking liderado por Rio Grande do Sul (3,2% de umbanda ou candomblé), Rio de Janeiro (2,6%) e São Paulo (1,5%).

A Bahia tinha a 3ª maior população sem religião, abaixo de São Paulo (4,1 milhões) e Rio de Janeiro (2,4 milhões), e a 3ª maior participação dela no total, menor apenas do que as verificadas no Rio de Janeiro (16,9%) e Roraima (16,9%) e empatada, no arredondamento, com a de Rondônia (12,9%).

Em 2022, Salvador era 1 dos 65 municípios baianos (15,6% dos 417) onde a religião católica não era majoritária. Simões Filho (29,0% de católicos), Catu (32,2%) e Dias D’Ávila (32,2%) eram as cidades menos católicas do estado – posições que já ocupavam em 2010. Por outro lado, Tanque Novo (93,8%), Botuporã (93,8%) e Dom Basílio (93,2%) eram os municípios com maiores proporções de católicos.

Mucuri era o município do estado com maior participação de pessoas evangélicas na população (39,6%), seguido por Simões Filho, Nova Ibiá, Itapetinga e Nova Viçosa, cada um desses com 37,4% da população de 10 anos ou mais evangélica.

As pessoas espíritas eram mais representativas em Barra do Mendes (4,5% da população de 10 anos ou mais), Palmeiras (3,4%) e Lauro de Freitas (2,9%). Salvador ficava na 5ª posição (2,4%). Em 54 cidades não houve registro de espíritas.

Já Itaparica (6,3%), São Félix (3,7%), Cachoeira e Salinas da Margarida (cada uma com 3,6%) eram as cidades com maior presença de pessoas adeptas de umbanda ou candomblé. Salvador ficava na 6ª posição (2,8%). Em 52 cidades do estado não houve registro de adeptos de religiões de matriz africana.

Por sua vez, os municípios baianos mais sem religião, em 2022, eram Jussari (34,6% da população de 10 anos ou mais de idade não tinham religião), Caldeirão Grande (29,5%) e Arataca (28,4%).

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