Em Pernambuco, Operação Vassalos, da PF, tem como alvo ex-senador e filhos, também políticos
Por Hamurabi Dias | 25/02/2026 18:34 e atualizado em 25/02/2026
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado/Reprodução/TV Grande Rio/Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
Resumo da notícia
- A Polícia Federal deflagrou a Operação Vassalos para investigar suposto esquema de fraudes em licitações, corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo desvios de emendas parlamentares que podem ter movimentado bilhões.
- Entre os alvos estão o ex-senador Fernando Bezerra Coelho e seus filhos, Miguel Coelho e Fernando Filho. Ao todo, foram cumpridos 42 mandados autorizados pelo Supremo Tribunal Federal em cinco estados.
- Segundo a PF, o grupo teria direcionado licitações para empresas ligadas ao esquema e utilizado os recursos para pagamento de vantagens indevidas e ocultação de patrimônio; a defesa nega irregularidades e afirma que os recursos foram aplicados corretamente.
A Polícia Federal (PF) faz uma operação nesta quarta-feira (25) para combater uma organização criminosa acusada de movimentar um esquema de fraudes em licitações, corrupção e lavagem de dinheiro.
O objetivo da ação, denominada Operação Vassalos, é investigar a ocorrência de fraudes e desvios de emendas parlamentares. A suspeita é que o esquema tenha movimentado bilhões em recursos.
O ex-senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) e os filhos, o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho e deputado Fernando Filho (União-PE), estão entre os alvos da operação.
De acordo com o blog da Camila Bomfim, a PF investiga suspeitas de negócios irregulares custeados com recursos de emendas parlamentares envolvendo a prefeitura de Petrolina (PE).
Forças de segurança cumprem 42 mandados expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em Pernambuco, Bahia, São Paulo, Goiás e Distrito Federal.
A defesa do ex-senador Fernando Bezerra Coelho e do deputado Fernando Filho informa que ainda “não teve acesso à decisão do ministro Flávio Dino. Os mandados vieram desacompanhados dos motivos que ensejaram as medidas cautelares. Após o acesso aos a autos, a defesa irá se manifestar”.
Em nota, o ex-senador e ex-ministro Fernando Bezerra Coelho afirmou que “todos os recursos provenientes de emendas parlamentares foram corretamente destinados, tendo sido observada a lisura do procedimento”.
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Como funcionava o esquema?
De acordo com a PF, a investigação aponta para a existência de uma organização criminosa suspeita de desviar recursos públicos vindos de emendas parlamentares, por meio do direcionamento de licitações para empresa vinculada ao grupo.
Em seguida, os valores desviados eram encaminhados para o pagamento de vantagens indevidas e ocultação de patrimônio.
Leia a íntegra da nota de Fernando Bezerra Coelho:
“A defesa não obteve acesso integral aos autos. Contudo, em análise preliminar da decisão que deferiu a busca e apreensão no âmbito da PET 10.684, esclarece que todos os recursos provenientes de emendas parlamentares foram corretamente destinados, tendo sido observada a lisura do procedimento.
A defesa confia que os órgãos beneficiados observaram rigorosamente as melhores práticas de governança e execução dos recursos recebidos.
Por meio da decisão, destacamos que alguns fatos já foram objeto de apuração pelo STF com o consequente arquivamento (INQ 4513).
A defesa destaca ainda, que segundo consta na decisão do ministro Flávio Dino, a PGR manifestou-se contra as medidas postuladas pela polícia federal.
Todos os fatos serão devidamente esclarecidos e, ao final, ficará demonstrado que não há qualquer conduta ilícita praticada pelos investigados.”
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