Em primeira paralisação da semana, professores da rede municipal permanecem sem resposta sobre pauta
Por Hamurabi Dias | 01/04/2025 08:43 e atualizado em 01/04/2025
Foto: Divulgação
Na última segunda-feira (31), os professores da rede municipal em Feira de Santana realizaram a primeira para paralisação semana, para cobrar uma resposta a pauta protocolada pela categoria na Secretaria Municipal de Educação. A mobilização foi aprovada em assembleia no último 25 de março, com previsão de outro dia sem aula: 2 de abril. 31 de março foi escolhido por ser uma data prevista em lei municipal como Dia de Luta dos Trabalhadores de Educação.

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Protestos foram realizados em frente a Prefeitura e também na sede da Secretaria de Educação. Segundo a diretora da Delegacia Sindical Sertaneja da APLB Sindicato em Feira de Santana, Marlede Silva Oliveira, o ato da categoria pressiona a festão municipal para um diálogo. “Queremos que o governo sente para dialogar. Tem coisas que não serão resolvidas de imediato. Vai ser a curto prazo, tem coisas que podem ser mais a longo prazo. O salário tem que ser a curto prazo, porque o piso é janeiro, nós já estamos no mês de março. Não tem nenhuma resposta do governo sobre reajuste do piso. Enfim, outras questões, como alteração de carga horária. Nós temos professores que fizeram pós-graduação, mestrado, doutorado desde 2017, que até hoje não foram resolvidos então isso um absurdo”, comentou a representante da categoria, que cobrou um calendário para a resolução dos pontos elencados na pauta de reivindicações.
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“Nós estamos aqui por um diálogo e a nossa paralisação foi para isso. Essa categoria entendeu que era para parar hoje, como também vai ser na próxima quarta-feira [2 de abril], para a gente buscar uma resposta, uma negociação. Porque o secretário Pablo Roberto tem dito que ele não sentou ainda com o secretário da Fazenda, com o da Administração e o prefeito para alinhar. Quarta-feira nós queremos uma resposta, sentar para ter uma negociação. Até o momento nada de resposta a nenhum dos itens da pauta”, resumiu Oliveira.

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A pauta entregue pela APLB Feira a Secretaria Municipal de Educação tem os seguintes itens: pagamento do piso para os professores primários e reajuste de 6,27% no piso para os demais, reformulação do Plano de Carreira, licenças-prêmio e pecúnia, eleição para diretores e vices, melhores condições de trabalho, equipamentos e materiais escolares, falta de professores e funcionários, educação inclusiva e de qualidade, formação continuada, cumprimento do Plano Municipal de Educação, reserva de 1/3 da carga horária para os professores da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e do Regime Especial de Direito Administrativo (REDA), pagamento dos precatórios do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef), aposentadorias, concurso público 2024, cumprimento das decisões judiciais: alteração de carga horária, mudança de referência e devolução dos salários cortados em 2020.
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