Empregada doméstica é resgatada após trabalhar mais de 50 anos sem receber salário na Bahia
Por Hamurabi Dias | 26/08/2025 21:50 e atualizado em 26/08/2025
Foto: MTE
Resumo da notícia
- Empregada doméstica de 64 anos foi encontrada em situação análoga à escravidão em Itabuna (BA), após mais de 50 anos trabalhando sem salário. A idosa era proibida de sair de casa, sofria maus-tratos e estava sem acesso a saúde, além de não possuir mais dentes.
- A vítima, pensionista do INSS, tinha o benefício roubado mensalmente pelos patrões, sem receber nenhum repasse. Foi "transferida" de geração em geração dentro da mesma família exploradora.
- A idosa foi resgatada e acolhida pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Denúncias de trabalho escravo podem ser feitas de forma anônima pelo Sistema Ipê na internet.
Uma empregada doméstica de 64 anos foi resgatada em situação semelhante à escravidão em uma residência em Itabuna, no sul da Bahia. De acordo com informações do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), divulgadas nesta segunda-feira (25), a idosa trabalhou mais de 50 anos para a mesma família, sem receber salário.
Além de não ser paga para trabalhar, a vítima era roubada pelos patrões. Pensionista do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), ela tinha os valores retirados mensalmente pelos suspeitos, sem receber nenhum repasse.
Durante as cinco décadas em que trabalhou para a família, a idosa foi “transferida” de uma geração para a outra. No núcleo familiar de onde foi resgatada, ela era proibida de sair de casa, sofria maus tratos e precisava ficar à disposição para trabalhar durante todo o dia.
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A vítima foi encontrada sem nenhum dente e sem acesso a atendimentos de saúde. Ela foi resgatada e recebeu acolhimento das equipes do MTE.
A pasta não informou quais medidas serão aplicadas contra os suspeitos de manter a idosa em situação semelhante à de escravidão.
COMO DENUNCIAR? – Existe um canal específico para denúncias de trabalho análogo à escravidão: é o Sistema Ipê, disponível pela internet. O denunciante não precisa se identificar, basta acessar o sistema e inserir o maior número possível de informações.
A ideia é que a fiscalização possa, a partir dessas informações do denunciante, analisar se o caso de fato configura trabalho análogo à escravidão e realizar as verificações no local.
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