Empresário preso em operação contra grupo que sonegou R$ 14 milhões tem 46 anos, é dono de clube de tiro e comercializa armas e munições
Polícia

Empresário preso em operação contra grupo que sonegou R$ 14 milhões tem 46 anos, é dono de clube de tiro e comercializa armas e munições

Empresário preso em operação contra grupo que sonegou R$ 14 milhões tem 46 anos, é dono de clube de tiro e comercializa armas e munições Foto: Divulgação/Ascom/PCBA

Resumo da notícia

  • Empresário de 46 anos, dono de clube de tiro, foi preso em Feira de Santana na Operação Fogo Cruzado, que também cumpriu mandados em outras cidades.
  • Nas buscas, foram encontradas armas, munições, uma granada, dinheiro e documentos. O grupo é investigado por sonegar mais de R$ 14 milhões em ICMS, usando empresas de fachada e “laranjas”.
  • Há indícios de associação criminosa e lavagem de dinheiro por meio do comércio de joias. O empresário segue preso, bens foram bloqueados e as investigações continuam para identificar todos os envolvidos.

O empresário apontado como líder de um esquema que sonegou mais de R$ 14 milhões em ICMS foi preso nesta terça-feira (2), no bairro SIM, em Feira de Santana, durante a Operação Fogo Cruzado. A ação também ocorreu em Salvador, Irecê, Jussara e Coração de Maria, onde mandados de busca e apreensão foram cumpridos pela Força-Tarefa de combate à sonegação fiscal na Bahia.

De acordo com as investigações, o suspeito, de 46 anos, possui um clube de tiro com atuação nas cidades onde foram realizadas as buscas. Durante o cumprimento das ordens judiciais, equipes apreenderam nove armas de fogo, centenas de munições de diversos calibres, uma granada, celulares, documentos, dispositivos eletrônicos e aproximadamente R$ 40 mil em cédulas. Todo o material será periciado.

As apurações conduzidas pelo Ministério Público, pela Inspetoria Fazendária de Inteligência e Pesquisa (Infip) e pela Polícia Civil apontam que o grupo empresarial deixava de repassar aos cofres públicos o ICMS declarado, utilizando sucessões societárias fraudulentas, interposição de “laranjas” e abertura de empresas vinculadas para ocultar o verdadeiro proprietário e postergar, por tempo indeterminado, o pagamento do tributo. A investigação também identificou associação criminosa e indícios de lavagem de dinheiro por meio do comércio de joias, atividade paralela empregada para dissimular a origem dos valores ilícitos.

Foto: Divulgação/Ascom/PCBA

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O promotor justiça do GAESF (Combate à Sonegação Fiscal e aos Crimes contra a Ordem Tributária, Econômica, as Relações de Consumo, a Economia Popular e os Conexos) Cláudio Jenner de Moura Bezerra comentou ainda sobre atuação empresarial do grupo. “O comércio de armas e munições. Uma operação dessa, diante da complexidade, há várias medidas cautelares a serem adotadas, uma delas é a busca e apreensão. Também estamos na fase investigativa, chegaremos provavelmente na fase judicial, a partir da denúncia, mas durante a fase investigativa, muitas vezes se necessita de um aprofundamento maior da busca probatória. A atuação de hoje também contou cm a atuação do judiciário, a gente implementa a busca de novos elementos probatórios”, disse o membro do MPBA em entrevista coletiva virtual nesta terça-feira (2).

Imagens por Divulgação/Ascom/PCBA

A ação da Força-Tarefa mobilizou sete promotores de Justiça, 14 delegados, 56 policiais do Núcleo Especializado de Combate aos Crimes Econômicos e contra a Ordem Tributária (Necot), vinculado ao Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco), seis servidores da Sefaz, oito integrantes do Ministério Público e sete policiais da Companhia Independente de Polícia Fazendária (Cipfaz).

Imagens por Divulgação/Ascom/PCBA

O homem permanece preso à disposição do Poder Judiciário. Também foi efetivado o bloqueio de bens equivalente ao valor sonegado. As investigações continuam para responsabilizar todos os envolvidos no esquema.

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