Entre inglês e iorubá, estudantes de Antônio Cardoso aprendem que língua também é identidade
Por Hamurabi Dias | 29/09/2026 18:16 e atualizado em 29/09/2026
Foto: Divulgação
Resumo da notícia
- Mais de 21 estudantes da Escola Municipal Celina Conceição Santos Bezerra, em Antônio Cardoso, concluíram oficinas de Inglês e Iorubá com entrega de certificados.
- Iniciada em junho, a formação apresentou o inglês como língua de alcance internacional e o iorubá como língua ligada à história, cultura e ancestralidade africana.
- As oficinas foram realizadas em parceria entre secretarias municipais e a Casa da África, com atividades práticas voltadas ao aprendizado linguístico, identidade e pertencimento.
Aprender inglês e, ao mesmo tempo, conhecer palavras, sons e referências de uma língua ancestral africana. Foi essa experiência que mais de 21 estudantes da Escola Municipal Celina Conceição Santos Bezerra, em Antônio Cardoso, vivenciaram ao longo dos últimos meses. Na sexta-feira (25), alunos do 6º ano A e 8º ano A encerraram as oficinas de Inglês e Iorubá com a entrega dos certificados de participação.
Intitulada “Jovens em Umburanas: entre raízes e conexões – Inglês e yorubá”, a formação teve início em 17 de junho e foi realizada durante o período de tempo integral. O curso colocou os estudantes em contato com duas realidades linguísticas diferentes, mas que podem ampliar sua maneira de perceber o mundo: o inglês, presente na comunicação internacional, na ciência, na cultura e no acesso à informação; e o iorubá, ligado à história, à cultura e à ancestralidade de povos africanos e afrodescendentes.
Mais do que memorizar palavras e expressões, os estudantes foram convidados a perceber a língua como instrumento de comunicação, mas também como espaço de memória, identidade e pertencimento.
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“Trabalhar inglês e iorubá com os estudantes é também ampliar horizontes. De um lado, temos uma língua de alcance global; do outro, uma língua ancestral que nos conecta com a história, a cultura e a identidade de povos africanos. É importante que nossos jovens tenham acesso às duas dimensões”, destacou a diretora de Articulação de Políticas para a Juventude, Mariele Santos Reis.
As oficinas foram ministradas pela Coordenação Técnica da Casa da África e aconteceram às segundas, quartas e sextas-feiras, às 9h, para a turma da manhã, e às 14h55, para a turma da tarde. As atividades foram desenvolvidas de forma prática, combinando aprendizado linguístico e contato com diferentes referências culturais. Para Olatoye Peter Disamu, coordenador da Casa, “nossos jovens merecem se apropriar de conhecimentos que ampliem suas oportunidades no mundo, mas que o aproximem ainda mais da sua ancestralidade”.
A formação foi realizada em parceria entre a Secretaria Municipal de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e de Políticas para os Povos e Comunidades Tradicionais e Quilombolas, a Secretaria Municipal de Educação e a Diretoria Especial de Articulação de Políticas para a Juventude.
O encerramento na sexta-feira (25) marcou o fim das oficinas, mas também deixou uma experiência que ultrapassa a sala de aula. Ao aprender uma língua de alcance mundial e entrar em contato com uma língua ancestral, os estudantes ampliaram o repertório para compreender que falar, ouvir e aprender uma língua também pode significar conhecer histórias, culturas e diferentes formas de estar no mundo.
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