Entre municípios com mais de 100 mil habitantes, Feira de Santana tem a sétima pior taxa de homicídios, aponta Atlas da Violência
Por Hamurabi Dias | 26/05/2026 17:45 e atualizado em 26/05/2026
Foto: Divulgação/CPR-L
Resumo da notícia
- Feira de Santana registrou taxa de 67 homicídios por 100 mil habitantes em 2024, índice superior às médias da Bahia (40,9) e do Brasil (20,1), segundo o Atlas da Violência 2026 divulgado pelo Ipea e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
- O município contabilizou 441 homicídios no ano passado e aparece na 7ª posição entre as cidades com mais de 100 mil habitantes com as maiores taxas de homicídio do país. Entre as 10 cidades mais violentas do Brasil, seis estão localizadas na Bahia.
- O relatório também aponta que Salvador lidera entre as capitais mais violentas do país, com taxa de 52,7 homicídios por 100 mil habitantes. O Atlas destaca ainda que municípios de porte intermediário concentram altos índices de violência letal no Brasil.
Feira de Santana, segunda maior cidade da Bahia, registrou uma taxa de homicídio de 67 a cada a cada 100 mil habitantes em 2024, superando os números registrados na Bahia e no Brasil tomando como referência o mesmo ano (40,9 e 20,1 respectivamente), segundo o Atlas da Violência 2026, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), divulgado nesta terça-feira (26).
O município registrou 441 homicídios em 2024. Ainda segundo o documento, entre as 336 cidades no Brasil com mais de 100 mil habitantes, Feira de Santana (657.948 habitantes) ocupa a sétima posição das piores taxas de homicídio. Entre as 10 cidades mais violentas do país, seis estão na Bahia [ver ranking com as dez piores taxas na tabela abaixo]. Alagoinhas (160.662 habitantes), outra cidade da região, aparece com a taxa de 28 a cada a cada 100 mil habitantes.
Fonte: Atlas da Violência, 2026
Salvador é a capital mais violenta
Em 2024, entre as capitais, as taxas de homicídio estimado variaram de 9,7 a 52,7 por 100 mil habitantes em 2024. A média foi de 26,6. Das 27 capitais, 14 tiveram taxa acima da referência nacional de 23,4.
As maiores taxas foram registradas em: Salvador: 52,7; Maceió: 45,9; Macapá: 45,6; Recife: 45,5 e Fortaleza: 42,2. As menores taxas ocorreram nas seguintes capitais: Florianópolis: 9,7; Distrito Federal: 10,9; Curitiba: 13,2; Goiânia: 14,7 e São Paulo: 15,3.
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Panorama dos municípios
O Atlas dividiu os municípios em três grupos: pequenos, com até 100 mil habitantes; médios, com mais de 100 mil e até 500 mil habitantes; e grandes, com mais de 500 mil habitantes.
Em 2024, os municípios médios tiveram a maior taxa média de homicídios estimados: 24,1 por 100 mil habitantes. Eles ficaram acima dos municípios grandes, com taxa de 23,2, e dos pequenos, com 19,7.
Nos municípios pequenos, 1.578 não tiveram homicídios estimados em 2024. Outros 139 não registraram homicídios oficialmente, mas apareceram com homicídios ocultos. Além disso, 2.139 tiveram taxas inferiores a 10 por 100 mil habitantes. Na outra ponta, 477 municípios pequenos registraram taxas iguais ou superiores a 50 por 100 mil.
Entre os municípios médios, 11 tiveram taxas acima de 60 homicídios por 100 mil habitantes, e 56 ficaram abaixo de 10. Entre os municípios grandes, seis cidades tiveram taxas abaixo de 10 por 100 mil.
Segundo o Atlas, os resultados sugerem que a violência letal mais intensa não se concentra necessariamente nas maiores metrópoles, mas frequentemente em municípios de porte intermediário.
Entre os 336 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes, as taxas de homicídio estimado variaram de 2 a 87,2 por 100 mil habitantes.
Ao todo, 46 municípios desse grupo tiveram taxas acima de 40 homicídios por 100 mil habitantes. Outros 62 ficaram abaixo de 10. Além disso, 194 municípios apresentaram taxas inferiores à referência nacional de 23,4 homicídios por 100 mil habitantes.
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