Ex-deputado federal pela Bahia é preso por envolvimento com fuga em massa de detentos em Eunápolis
Por Hamurabi Dias | 16/04/2026 15:28 e atualizado em 16/04/2026
Foto: Divulgação/MPBA | Reprodução/Câmara dos Deputados
Resumo da notícia
- O ex-deputado federal Uldurico Júnior foi preso preventivamente durante a Operação Duas Rosas, por suspeita de envolvimento na fuga de detentos do presídio de Eunápolis.
- Segundo o Ministério Público da Bahia, ele teria negociado cerca de R$ 2 milhões com organização criminosa para facilitar a fuga de 16 presos, incluindo o traficante Ednaldo “Dada”, ligado ao Comando Vermelho.
- A investigação aponta articulação criminosa com uso de influência política, e a operação também cumpriu mandados em várias cidades baianas contra outros envolvidos.
O ex-deputado federal Uldurico Alencar Pinto, o Uldurico Júnior, foi preso preventivamente na manhã desta quinta-feira (16) durante a ‘Operação Duas Rosas’, deflagrada pelo Ministério Público da Bahia (MPBA) por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), unidades da capital e regional Sul, e do Grupo de Atuação Especial em Execução Penal (Gaep).
As investigações apontam que o ex-deputado negociou com organização criminosa recebimento de R$ 2 milhões para facilitar a fuga ocorrida em dezembro de 2024, quando fugiram do Conjunto Penal de Eunápolis 16 internos, entre eles o traficante Ednaldo Pereira de Souza, o Dada, liderança do Primeiro Comando de Eunápolis (PCE), facção com atuação regional e vínculo com o Comando Vermelho. Dada se encontra atualmente no Rio de Janeiro, de onde continua comandando ações criminosas na região de Eunápolis.
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Também foram cumpridos mandados de busca em Salvador, Camaçari, Teixeira de Freitas, Eunápolis e Porto Seguro, contra um ex-vereador de Eunápolis e advogado. Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara Criminal de Eunápolis.
As investigações apontam que a fuga dos internos não teria ocorrido de forma isolada ou fortuita, mas estaria inserida em um contexto de articulação criminosa estruturada, envolvendo integrantes da organização criminosa PCE, e o ex-deputado federal, com a utilização de influência política e institucional.
O nome “Duas Rosas” atribuído à operação faz referência ao valor estimado da vantagem indevida. Ao longo das apurações, verificou‑se que a expressão “rosa” era utilizada de forma codificada para se referir a dinheiro, aparecendo em diálogos e tratativas sob termos como “as rosas”, “quando as rosas vão chorar” ou “choram as rosas”, em alusão ao efetivo pagamento dos valores negociados.
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