Exército brasileiro prende três militares condenados no núcleo 4 da trama golpista
Por Yasmin Mota | 10/04/2026 11:31 e atualizado em 10/04/2026
Foto: Divulgação/Exército Brasileiro
Resumo da notícia
- Exército prende três militares condenados pelo STF por participação no “núcleo 4”, apontado como responsável por disseminar desinformação para contestar o resultado das eleições de 2022 e tentar impedir a posse do presidente Lula.
- Condenações de 13 a 17 anos de prisão: Major da reserva Ângelo Denicoli, subtenente Reginaldo Abreu e tenente-coronel Guilherme Almeida foram detidos; Denicoli cumpre pena no Espírito Santo e os demais seguem custodiados em Brasília.
- Quatro ministros formaram maioria para condenar sete integrantes do grupo; o relator Alexandre de Moraes destacou ações de produção de fake news, ataques virtuais e tentativa de pressionar as Forças Armadas.
O Exército prendeu, nesta sexta-feira (10), três militares condenados pelo Supremo Tribunal Federal por participação em um dos núcleos da tentativa de ruptura institucional após as eleições de 2022. O grupo, identificado como “núcleo 4”, teria atuado na disseminação de desinformação para contestar o resultado eleitoral e impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Foram detidos o major da reserva Ângelo Denicoli, o subtenente Reginaldo Abreu e o tenente-coronel Guilherme Almeida. Denicoli cumpre pena em Vila Velha, enquanto os outros dois permanecem sob custódia em Brasília. As condenações variam entre 13 anos e seis meses e 17 anos de prisão.
As decisões foram tomadas pela Primeira Turma do STF, que condenou ao todo sete integrantes do grupo apontado pela Procuradoria-Geral da República como responsável pela estratégia de desinformação da organização. O relator do caso, Alexandre de Moraes, foi acompanhado pelos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino, formando maioria. O ministro Luiz Fux divergiu e votou pela absolvição.
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De acordo com a acusação, os condenados atuaram na criação e difusão de conteúdos falsos contra o sistema eleitoral, além de promover ataques virtuais a instituições e autoridades. A estratégia também incluía pressionar comandantes das Forças Armadas a aderirem a um plano de golpe.
Durante o julgamento, os três militares negaram envolvimento em qualquer articulação golpista.
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