Feira de Santana possui 6.5 mil pessoas com autismo; IBGE mapeou diagnósticos na Bahia
Por Hamurabi Dias | 23/05/2025 10:52 e atualizado em 23/05/2025
Foto: Wevilly Monteiro
Os dados inéditos do Censo Demográfico sobre diagnóstico de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) mostram que, em 2022, na Bahia, 1 em cada 100 habitantes havia sido diagnosticado com autismo: 1% da população, o que representava 144.928 pessoas.
Quarto estado mais populoso do país, a Bahia também tinha a quarta maior população com diagnóstico de autismo, abaixo de São Paulo (547.545 pessoas diagnosticadas ou 1,2% do total de habitantes), Minas Gerais (228.557, 1,1%) e Rio de Janeiro (214.637 ou 1,3% da população).
Já em termos percentuais, a participação das pessoas com diagnóstico de autismo no total da população baiana (1%) era a menor entre os estados, empatada com a do Tocantins (1% ou 14.734 pessoas com autismo).
Cidades baianas
Em Salvador, o Censo identificou 28.915 pessoas com diagnóstico de autismo em 2022, o que equivalia a 1,2% da população soteropolitana. Quinta capital mais populosa, Salvador também tinha o quinto maior número de pessoas diagnosticadas, em um ranking encabeçado por São Paulo (157.376, ou 1,4% da população em geral), Rio de Janeiro (88.164, 1,4%) e Fortaleza (43.615, 1,8%).
Em termos de participação das pessoas com autismo no total da população, Salvador ficava com o segundo menor percentual (1,2%), empatada com Campo Grande, Boa Vista, Goiânia e Brasília e acima apenas de Palmas (1,1% ou 3.394).
Rio Branco (2% ou 7.308 pessoas), Fortaleza (1,8% ou 43.615,) e Porto Velho (1,8% ou 8.369) lideravam entre as capitais.
Foram identificadas pessoas com diagnóstico de autismo em todos os 417 municípios baianos, sendo que, em 4 de cada 10 cidades (42,2% do total ou 176), a proporção delas no total da população era igual ou superior à verificada no estado (1%).
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Os outros dois municípios mais populosos da Bahia, embora liderassem também em números absolutos de pessoas diagnosticadas com autismo, tinham proporções mais baixas: Feira de Santana (6.555 pessoas diagnosticadas, ou 1,1% da população) e Vitória da Conquista (3.686 ou 1%).
Mirante (2,6% da população com diagnóstico de autismo, ou 262 pessoas), Capim Grosso (2,2% ou 728 pessoas) e Morpará (1,9% ou 150 pessoa) tinham, em 2022, os maiores percentuais pessoas com diagnóstico de autismo.
Mirante era o 10º município brasileiro com maior proporção de pessoas diagnosticadas autistas, em um ranking liderado por Cezarina/GO (3,0% da população com autismo), Lizarda/TO, Tocos do Moji/MG e Santiago do Sul/RS (2,9% cada um).
No outro extremo, os menores percentuais e números absolutos de população com diagnóstico de autismo, entre os municípios baianos, estavam em Ouriçangas (0,1% da população, ou 6 pessoas), Muniz Ferreira (0,6% ou 10 pessoas) e Maetinga (0,2% ou 15 pessoas).
Em 339 dos 417 municípios baianos (81,3% do total), os homens eram mais numerosos do que as mulheres entre as pessoas com diagnóstico de autismo, inclusive em Salvador, onde 17.052 homens eram diagnosticados, representando 59% do total. Na capital baiana, a prevalência de autismo também era maior entre homens (1,5% deles tinha diagnóstico) do que entre mulheres (0,9% ou 11.863).
Panorama nacional
No Brasil como um todo, 1,2% da população tinha diagnóstico de TEA em 2022, o que representava 2.405.337 pessoas. Os maiores percentuais de diagnóstico de autismo estavam no Acre (1,6% dos habitantes ou 13.224 pessoas), Amapá (1,5% ou 11.081) e Ceará (1,4% ou 126.548 pessoas).
Na Bahia, assim como no Brasil e em todas as unidades da Federação, o diagnóstico de autismo era maior entre os homens. Eles representavam 6 em cada 10 pessoas diagnosticadas com autismo no estado (59,4%), ou 86.126, em números absolutos.
Entre os homens baianos, 1,3% tinha diagnóstico de TEA em 2022. Já entre as mulheres baianas, a proporção era 0,8%, ou 58.802, em números absolutos.
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