FIFA passa exigir mulheres em comissões técnicas no futebol feminino
Por Yasmin Mota | 20/03/2026 10:30 e atualizado em 20/03/2026
Foto: Divulgação/Thais Magalhães/CBF
Resumo da notícia
- A FIFA passou a exigir ao menos duas mulheres nas comissões técnicas do futebol feminino, sendo uma como treinadora principal ou assistente.
- A regra entra em vigor a partir de setembro e será aplicada em torneios como a Copa do Mundo Feminina Sub-20 e a Copa do Mundo Feminina de 2027.
- A medida busca ampliar a presença feminina em cargos técnicos, já que apenas 12 das 32 seleções tinham treinadoras na Copa de 2023.
A FIFA anunciou uma mudança nas regras das competições femininas que torna obrigatória a presença de mulheres nas comissões técnicas das equipes. A partir de setembro, todos os times participantes deverão contar com, no mínimo, duas profissionais, sendo que uma delas precisa ocupar o cargo de treinadora principal ou assistente.
A medida foi aprovada pelo Conselho da entidade e terá aplicação ampla, atingindo torneios de seleções e clubes, tanto no nível profissional quanto nas categorias de base. A primeira competição a adotar a regra será a Copa do Mundo Feminina Sub-20, marcada para a Polônia. A exigência também estará em vigor na Copa do Mundo de 2027, que será realizada no Brasil.
Segundo a FIFA, a decisão faz parte de uma estratégia para ampliar a presença feminina em funções técnicas e de liderança no futebol. Atualmente, a participação ainda é considerada baixa: na última Copa do Mundo Feminina, disputada em 2023, apenas 12 das 32 seleções tinham mulheres como treinadoras.
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A diretora de futebol da entidade, Jill Ellis, afirmou que o objetivo é acelerar a inclusão e criar mais oportunidades para mulheres no esporte. De acordo com ela, a iniciativa busca não apenas aumentar o número de profissionais, mas também dar mais visibilidade e fortalecer trajetórias dentro da área técnica.
Além da nova exigência, a FIFA mantém programas de incentivo voltados à formação de treinadoras, incluindo mentorias, bolsas e projetos de desenvolvimento em parceria com federações nacionais.
A expectativa da entidade é que o crescimento do futebol feminino seja acompanhado por uma transformação estrutural fora de campo, com maior equilíbrio de gênero também nas comissões técnicas.
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