Flican 2026 homenageia Dona Durú, guardiã da memória oral de Canudos
Por Hamurabi Dias | 15/07/2026 16:24 e atualizado em 15/07/2026
Foto: Lequinho de Canudos
Resumo da notícia
- A VII Feira Literária Internacional de Canudos (Flican) homenageará Dona Durú, nome pelo qual é conhecida Júlia Maria dos Santos, reconhecida como guardiã da memória oral e das tradições sertanejas do município.
- Pela primeira vez, a Flican presta homenagem a uma personalidade da própria cidade, destacando a importância da oralidade, da preservação da história e da identidade cultural de Canudos.
- A edição de 2026, que acontecerá entre 29 de julho e 1º de agosto, terá como tema "Literatura e Soberania" e contará com convidados como a escritora Conceição Evaristo, o escritor indígena Daniel Munduruku, o cineasta português Miguel Gomes e o secretário do Ministério da Cultura Fabiano Piúba.
A VII Feira Literária Internacional de Canudos (Flican), que acontece de 29 de julho a 1º de agosto de 2026, reconhece a trajetória de uma personagem que se confunde com a própria história de Canudos. Júlia Maria dos Santos, conhecida por todos como Dona Durú, foi escolhida como homenageada desta edição em reconhecimento à sua vida dedicada à preservação da memória, dos saberes e das narrativas do sertão. Pela primeira vez, a feira homenageia uma personalidade da própria comunidade, reafirmando seu compromisso com a valorização da memória, da cultura e das vozes que mantêm viva a identidade sertaneja.
A edição de 2026 também amplia sua programação com o anúncio de novos convidados. Entre os nomes confirmados estão o historiador e secretário de Formação, Livro e Leitura do Ministério da Cultura, Fabiano Piúba; o procurador-geral de Justiça do Ministério Público da Bahia, Pedro Maia; e a professora e psicanalista Maria de Lourdes Ornellas. Eles se somam aos convidados já anunciados, como a escritora Conceição Evaristo, o escritor e educador indígena Daniel Munduruku e o cineasta português Miguel Gomes. A feira reunirá representantes da literatura, da educação, da cultura, do cinema, das políticas públicas e do sistema de Justiça para debater o tema “Literatura e Soberania”.
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Nascida em 13 de julho de 1935 e filha de Seu João de Régis, Dona Durú representa uma tradição profundamente enraizada na experiência sertaneja. Sua história atravessa gerações e traduz a força de uma cultura construída pela resistência, pelo pertencimento e pela oralidade. Mais do que testemunha do tempo, ela é uma das principais guardiãs da memória viva de Canudos. Ao longo da vida, ela preservou e compartilhou histórias, lembranças e experiências transmitidas de geração em geração.
“Celebrar Dona Durú é reconhecer que a memória de Canudos também vive nas pessoas que mantêm acesa a tradição da palavra. Sua trajetória simboliza a força da oralidade como patrimônio cultural e como forma de resistência, em perfeita sintonia com o tema desta edição da Flican”, destaca curador da feira, professor Luiz Paulo Neiva.
Realizada pelo Campus Avançado de Canudos da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), a Flican chega à sua sétima edição consolidada como um espaço de valorização da literatura, da memória e da diversidade cultural. O evento conta com o apoio do Governo do Estado, por meio da Secretaria da Educação (SEC) e da Fundação Pedro Calmon, além da Prefeitura Municipal de Canudos e do Instituto Popular Memorial de Canudos.
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