Funcionários da Coelba alertam para possibilidade de greve após mobilização em Feira de Santana
Por Redação | 26/01/2026 19:10 e atualizado em 26/01/2026
Foto: T Notícias
Resumo da notícia
- Funcionários da Coelba realizaram ato em Feira de Santana e não descartam greve caso não haja avanço nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho.
- A categoria cobra reajuste salarial atrasado, aumento no ticket alimentação, manutenção de cláusulas sociais e critica o reajuste de até 40% no plano de saúde.
- A proposta da empresa foi rejeitada em assembleia; o sindicato busca mediação e mantém mobilizações, enquanto a Coelba afirma que segue negociando e mantém serviços normais.
Trabalhadores do setor elétrico realizaram, nesta segunda-feira (26), uma mobilização em frente ao prédio da Coelba, em Feira de Santana. O ato foi organizado pelo Sinergia Bahia e faz parte de uma série de assembleias informativas que ocorrem em diferentes cidades do estado. A categoria não descarta a possibilidade de greve caso não haja avanço nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
De acordo com o sindicato, o acordo segue em aberto até o dia 31 de janeiro, mas a data-base dos trabalhadores é 1º de outubro, o que significa que a categoria já acumula meses de atraso no reajuste salarial. Além disso, os eletricitários reivindicam aumento no ticket alimentação, concessão de empréstimo e a manutenção de cláusulas sociais consideradas essenciais.
Um dos principais pontos de impasse envolve o plano de saúde. Segundo o sindicato, a empresa propõe um reajuste que pode chegar a cerca de 40%, o que, na avaliação da entidade, inviabiliza a permanência de trabalhadores ativos e aposentados no benefício. A entidade classifica a medida como de caráter “expulsório” e afirma que ela tem sido um dos principais obstáculos para o fechamento do acordo.
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Foto: T Notícias
Outras cláusulas também estão em disputa, como a ampliação do auxílio dependente, garantias para trabalhadores pré-aposentados e aposentados, além da preservação do direito de defesa do trabalhador em processos disciplinares. O sindicato afirma que a empresa tenta retirar esse direito, permitindo punições imediatas sem o prazo adequado para apresentação de defesa, inclusive em casos que podem resultar em justa causa.
A proposta apresentada pela empresa foi rejeitada por ampla maioria em assembleia. Diante disso, o sindicato acionou a Superintendência Regional do Trabalho e já participou de audiências de mediação, além de tratativas no Ministério Público. A entidade cobra a retomada das negociações e argumenta que, mesmo diante de lucros bilionários do grupo, os pleitos dos trabalhadores não estão sendo atendidos.
O presidente do sindicato, Regino Marques, afirmou que o atual cenário é um dos mais difíceis já enfrentados pela categoria e classificou a postura da empresa como antissindical. Ele alertou ainda para os possíveis impactos de uma paralisação, especialmente com a proximidade do Carnaval, período em que o fornecimento de energia é considerado essencial em todo o estado.
Segundo o sindicato, as mobilizações seguem acontecendo em diversas cidades da Bahia. A entidade afirma que ainda aposta no diálogo, mas reforça que a possibilidade de greve por tempo determinado não está descartada caso não haja avanço nas negociações nos próximos dias.
O que diz a Coelba
Em nota, a Coelba informou que o processo de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho está em andamento e que as negociações ocorrem dentro dos ritos previstos na legislação trabalhista. A empresa afirmou ainda que mantém diálogo permanente e construtivo com as entidades sindicais e garantiu que todas as atividades operacionais e de atendimento aos clientes seguem em plena normalidade.
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