Ganhos fictícios, contas falsas e ilusão de seguidores: como agia o influenciador preso em Feira de Santana e outros investigados
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Ganhos fictícios, contas falsas e ilusão de seguidores: como agia o influenciador preso em Feira de Santana e outros investigados

Ganhos fictícios, contas falsas e ilusão de seguidores: como agia o influenciador preso em Feira de Santana e outros investigados Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Ceará deu detalhes nesta quinta-feira (20) sobre a ‘Operação Gizé’, que levou ao cumprimento do mandado de prisão e busca a apreensão contra o influenciador digital conhecido como Darley Felipe, 29 anos, em Feira de Santana, no bairro Papagaio. Segundo a Polícia cearense esta captura fez parte de uma força-tarefa para cumprir seis mandados de prisão preventivas, sendo três em Juazeiro do Norte, no Ceará e nos estados de Minas Gerais, Bahia e Maranhão.

A finalidade da ‘Operação Gizé’ é prender influenciadores que promovem a divulgação de jogos de azar e lavagem de dinheiro. Ao todo, foram 11 mandados de busca e apreensão e seis de prisão preventiva, contra homens e mulheres que usavam suas redes sociais para divulgar jogos de azar. Além das capturas, carros de luxo foram apreendidos e contas bancárias foram bloqueadas.

A investigação

Conforme investigações as que iniciaram em maio de 2023, os alvos, todos eles influenciadores digitais, gravavam vídeos e imagens com ganhos fictícios em plataformas de cassino online e publicavam em suas redes sociais para captar maior número de apostadores. Além de utilizarem conta teste para iludir os seguidores, os investigados faziam parte de uma rede formada por influenciadores digitais que negociava diretamente com os chefes e os gerentes das plataformas, fazendo a indicação de outros influenciadores para a divulgação do jogo de azar.

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Ainda de acordo com as investigações, os influenciadores digitais eram remunerados de diversas maneiras, desde o pagamento pela simples colaboração (postagem da plataforma), bem como em razão da quantidade de novos usuários nas plataformas (cadastro), além de receberem comissionamento pelo montante de apostas (valores depositados pelas vítimas), movimentando muito dinheiro nos últimos três anos.

Com os detalhes das ações criminosas e as capturas, os indivíduos foram conduzidos às unidades policiais, onde as decisões judiciais foram cumpridas. Um VW Nivus, três Jeep Compass, dois Corolla e um Toyota SW4 Diamond, foram apreendidos e as contas bancárias dos alvos foram bloqueadas.

Como denunciar

A população pode contribuir com as investigações repassando informações que auxiliem os trabalhos policiais. As informações podem ser direcionadas para o número 181, o Disque-Denúncia da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), ou para o (85) 3101-0181, que é o número de WhatsApp, pelo qual podem ser feitas denúncias via mensagem, áudio, vídeo e fotografia ou ainda via “e-denúncia”, o site do serviço 181, por meio do endereço eletrônico. O sigilo e o anonimato são garantidos.

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