Governador de estado no sul do Brasil sanciona lei que decreta fim de cotas raciais em universidades
Política

Governador de estado no sul do Brasil sanciona lei que decreta fim de cotas raciais em universidades

Governador de estado no sul do Brasil sanciona lei que decreta fim de cotas raciais em universidades Foto: Roberto Zacarias/Secom/GOVSC

Resumo da notícia

  • O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), sancionou o PL nº 753/2025, que proíbe cotas raciais em universidades estaduais e em instituições de ensino superior que recebam verbas públicas, mantendo exceções apenas para pessoas com deficiência e de baixa renda.
  • O governo estadual afirma que a lei busca garantir meritocracia, concorrência justa e foco em candidatos economicamente vulneráveis, após aprovação do projeto pela Assembleia Legislativa em dezembro.
  • A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, repudiou a medida, classificando-a como retrocesso, e informou ter acionado a OAB para avaliar medidas jurídicas contra a nova legislação.

O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL) sancionou, nesta quinta-feira (22), sancionou o Projeto de Lei N° 753/2025, que proíbe que universidades estaduais tenham cotas raciais. O projeto é de autoria do deputado estadual Alex Brasil (PL) e foi aprovado pela Assembleia Legislativa em dezembro do ano passado.

“Fica vedada, no Estado de Santa Catarina, a adoção de políticas de reserva de vagas ou qualquer forma de cota ou ação afirmativa, como vagas suplementares e medidas congêneres para o ingresso de estudantes ou contratação de docentes, técnicos e qualquer outro profissional em Instituições de Ensino Superior Públicas ou que recebam verbas públicas”, diz o projeto de lei sancionado.

A exceção para as cotas são apenas para pessoas com deficiência (PCDs) ou de baixa renda.

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Segundo o governo estadual, o projeto de lei promove “uma concorrência mais justa no acesso às universidades, a meritocracia, o respeito à decisão da Assembleia Legislativa em aprovar a nova legislação e a melhoria do acesso aos candidatos mais vulneráveis economicamente”.

Em resposta a sanção da Lei, a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, irmã da falecida vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco, se pronunciou e repudiou a norma. A ministra ainda revelou ter acionado a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), para analisar medidas cabívveis.

“As cotas raciais e as ações afirmativas são a maior política reparatória do Brasil, ações que nas últimas décadas têm transformado a vida de milhares de famílias, dados comprovados em pesquisas científicas. Tentativas de retrocesso nos direitos conquistados serão combatidas veementemente pelo ministério, cuja missão primeira é zelar pela democracia e pela dignidade do povo negro do Brasil, lutando para defender e ampliar políticas públicas consistentes para enfrentar as desigualdades no nosso país”, disse ela em nota divulgada a imprensa.

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