Governador Jerônimo Rodrigues deve reunir setor produtivo baiano para discutir taxação imposta por Donald Trump
Por Hamurabi Dias | 14/07/2025 17:18 e atualizado em 14/07/2025
Fotos: Thuane Maria/GOVBA
Resumo da notícia
- O governador Jerônimo Rodrigues criticou a tarifa de 50% imposta pelos EUA sobre produtos brasileiros, classificando-a como uma medida irresponsável e prejudicial ao comércio internacional. Ele pretende ouvir representantes do setor produtivo baiano para discutir os impactos e estratégias de reação.
- Foi criado um grupo entre o Governo da Bahia e a FIEB para analisar os efeitos da taxação nas exportações baianas — que representam 8,3% das vendas ao mercado norte-americano — e buscar alternativas que protejam empregos, investimentos e renda no estado.
- Produtos como celulose, derivados de cacau, pneus, petroquímicos, minérios e itens do agronegócio serão diretamente afetados. As autoridades defendem que a resposta brasileira deve ocorrer por meio de diálogo diplomático, evitando agravamento da situação econômica.
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) afirmou nesta segunda-feira (14) que se reunirá com o setor produtivo para debater os impactos da taxação de 50% sobre as importações brasileiras para os Estados Unidos (EUA).
“Não só a indústria, mas o comércio, o agronegócio, todos os segmentos. Eu quero ouvir qual o sentimento [deles sobre a tarifa anunciada por Donald Trump]”, disse o petista, durante agenda na FIEB (Federação de Indústrias do Estado da Bahia), em Salvador.
Apesar da declaração, o chefe do Executivo baiano não deu nenhuma previsão de quando o encontro deve ser realizado.
Em discurso, Jerônimo criticou a postura do presidente norte-americano, que considera como prejudicial e desequilibrada perante ao cenário internacional.
“Qual é a impressão de um governo irresponsável que quer ser xerife do mundo? Não combina, nesse momento, tratativas políticas dentro do ambiente do negócio”, afirmou o governador.
O tarifaço imposto pelo chefe da Casa Branca entrará em vigor no dia 1º de agosto, conforme consta na carta encaminhada ao presidente Lula (PT). Após a repercussão negativa do assunto, Trump diz que está à disposição para conversar com o mandatário brasileiro sobre a medida.
✅📲 AQUI A NOTÍCIA CHEGA PRIMEIRO: Seu novo portal de notícias de Feira de Santana e região! Entre no nosso grupo do WhatsApp e receba as principais notícias na palma da mão!
>> Siga o perfil oficial do T Notícias no Instagram para mais informações
Grupo de trabalho com a FIEB é criado
O Governo do Estado e a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) criaram um grupo de trabalho para discutir os possíveis impactos da taxação imposta pelos Estados Unidos ao Brasil, a partir de agosto, e buscar novas alternativas comerciais que protejam a economia da Bahia. O objetivo é indicar as estratégias mais adequadas para enfrentar a política comercial americana e construir uma agenda de trabalho positiva para assegurar os investimentos, o emprego e a renda no estado.
A iniciativa foi definida nesta segunda-feira (14), durante reunião realizada entre o governador Jerônimo Rodrigues e o presidente da FIEB, Carlos Henrique Passos, com a presença de secretários estaduais e representantes do setor produtivo.
Dentre os assuntos abordados na reunião, destacam-se:
1. A medida do presidente dos Estados Unidos gera instabilidade institucional que prejudicará sobremaneira a economia daquela nação no futuro. A postura dos EUA com mudança de regras comerciais de forma deliberada como instrumento político, buscando intervir na soberania das nações e ferindo as leis de mercado, poderá tornar o mercado daquele país pouco atrativo e confiável;
2. As taxações afetarão a economia baiana. Atualmente, esse mercado é responsável por 8,3 % das exportações da Bahia. Nesse sentido, destacam-se os de celulose, derivados de cacau e pneus, todos eles com longas cadeias produtivas, o que reverbera no conjunto da atividade econômica estadual. Outros setores, como o petroquímico e alguns vinculados à mineração e ao agronegócio, também serão atingidos.
3. Reconhecemos que a resposta aos EUA é necessária para tentar inibir esse tipo de prática. Entretanto, desejamos que essas taxas sejam revistas com diálogo, diplomacia e maturidade, sem um enfrentamento que possa prejudicar mais ainda a economia brasileira, do Nordeste e da Bahia.
Acompanhe nas redes sociais: Band FM, Jovem Pan FM e TransBrasil FM. Também estamos presentes no grupo do WhatsApp.