Governador Jerônimo Rodrigues deve reunir setor produtivo baiano para discutir taxação imposta por Donald Trump
Política

Governador Jerônimo Rodrigues deve reunir setor produtivo baiano para discutir taxação imposta por Donald Trump

Governador Jerônimo Rodrigues deve reunir setor produtivo baiano para discutir taxação imposta por Donald Trump Fotos: Thuane Maria/GOVBA

Resumo da notícia

  • O governador Jerônimo Rodrigues criticou a tarifa de 50% imposta pelos EUA sobre produtos brasileiros, classificando-a como uma medida irresponsável e prejudicial ao comércio internacional. Ele pretende ouvir representantes do setor produtivo baiano para discutir os impactos e estratégias de reação.
  • Foi criado um grupo entre o Governo da Bahia e a FIEB para analisar os efeitos da taxação nas exportações baianas — que representam 8,3% das vendas ao mercado norte-americano — e buscar alternativas que protejam empregos, investimentos e renda no estado.
  • Produtos como celulose, derivados de cacau, pneus, petroquímicos, minérios e itens do agronegócio serão diretamente afetados. As autoridades defendem que a resposta brasileira deve ocorrer por meio de diálogo diplomático, evitando agravamento da situação econômica.

O governador Jerônimo Rodrigues (PT) afirmou nesta segunda-feira (14) que se reunirá com o setor produtivo para debater os impactos da taxação de 50% sobre as importações brasileiras para os Estados Unidos (EUA).

“Não só a indústria, mas o comércio, o agronegócio, todos os segmentos. Eu quero ouvir qual o sentimento [deles sobre a tarifa anunciada por Donald Trump]”, disse o petista, durante agenda na FIEB (Federação de Indústrias do Estado da Bahia), em Salvador.

Apesar da declaração, o chefe do Executivo baiano não deu nenhuma previsão de quando o encontro deve ser realizado.

Em discurso, Jerônimo criticou a postura do presidente norte-americano, que considera como prejudicial e desequilibrada perante ao cenário internacional.

“Qual é a impressão de um governo irresponsável que quer ser xerife do mundo? Não combina, nesse momento, tratativas políticas dentro do ambiente do negócio”, afirmou o governador.

O tarifaço imposto pelo chefe da Casa Branca entrará em vigor no dia 1º de agosto, conforme consta na carta encaminhada ao presidente Lula (PT). Após a repercussão negativa do assunto, Trump diz que está à disposição para conversar com o mandatário brasileiro sobre a medida.

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Grupo de trabalho com a FIEB é criado

O Governo do Estado e a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) criaram um grupo de trabalho para discutir os possíveis impactos da taxação imposta pelos Estados Unidos ao Brasil, a partir de agosto, e buscar novas alternativas comerciais que protejam a economia da Bahia. O objetivo é indicar as estratégias mais adequadas para enfrentar a política comercial americana e construir uma agenda de trabalho positiva para assegurar os investimentos, o emprego e a renda no estado.

A iniciativa foi definida nesta segunda-feira (14), durante reunião realizada entre o governador Jerônimo Rodrigues e o presidente da FIEB, Carlos Henrique Passos, com a presença de secretários estaduais e representantes do setor produtivo.

Dentre os assuntos abordados na reunião, destacam-se:

1. A medida do presidente dos Estados Unidos gera instabilidade institucional que prejudicará sobremaneira a economia daquela nação no futuro. A postura dos EUA com mudança de regras comerciais de forma deliberada como instrumento político, buscando intervir na soberania das nações e ferindo as leis de mercado, poderá tornar o mercado daquele país pouco atrativo e confiável;

2. As taxações afetarão a economia baiana. Atualmente, esse mercado é responsável por 8,3 % das exportações da Bahia. Nesse sentido, destacam-se os de celulose, derivados de cacau e pneus, todos eles com longas cadeias produtivas, o que reverbera no conjunto da atividade econômica estadual. Outros setores, como o petroquímico e alguns vinculados à mineração e ao agronegócio, também serão atingidos.

3. Reconhecemos que a resposta aos EUA é necessária para tentar inibir esse tipo de prática. Entretanto, desejamos que essas taxas sejam revistas com diálogo, diplomacia e maturidade, sem um enfrentamento que possa prejudicar mais ainda a economia brasileira, do Nordeste e da Bahia.

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