Governo cobra na Justiça gastos do SUS com tratamento de apostadores
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Governo cobra na Justiça gastos do SUS com tratamento de apostadores

Governo cobra na Justiça gastos do SUS com tratamento de apostadores Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Resumo da notícia

  • A AGU entrou na Justiça contra 17 plataformas de apostas esportivas, cobrando os gastos do SUS relacionados ao tratamento de problemas causados pelos jogos on-line.
  • A ação, protocolada na Justiça Federal em Pernambuco, pede pelo menos R$ 1 bilhão por danos morais coletivos e a restituição em dobro dos valores apostados por pessoas com ludopatia.
  • Segundo a AGU, os custos para o SUS superam a arrecadação de impostos das bets, estimada em cerca de R$ 50 milhões, e o modelo das plataformas pode favorecer o desenvolvimento de dependência em parte dos usuários.

A Advocacia-Geral da União (AGU) anunciou nesta segunda-feira (28) que entrou na Justiça para cobrar os gastos do Sistema Único de Saúde (SUS) com o tratamento dos danos causados pelos jogos on-line.

A ação civil pública foi protocolada na Justiça Federal em Pernambuco contra 17 plataformas de apostas esportivas e pede a reparação mínima de R$ 1 bilhão em danos morais coletivos.

A AGU também requereu à Justiça a restituição em dobro dos valores apostados por pessoas com ludopatia, sintoma que é caracterizado pelo vício compulsivo em jogos.

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O órgão citou que os gastos do SUS são maiores que os valores arrecadados pelo governo com os impostos pagos pelas bets, que repassariam cerca de R$ 50 milhões aos cofres públicos.

“As empresas demandadas privatizam proveitos expressivos decorrentes da captação financeira de milhões de apostadores, enquanto transferem para o SUS e para toda a sociedade o custo orçamentário decorrente do adoecimento coletivo”, argumentou a AGU.

A advocacia do governo também acrescentou que o modelo de negócio das plataformas é estruturado para maximizar o tempo de engajamento e o volume de apostas, mecanismos que favorecem o vício.

“Esses elementos, tecnicamente equivalentes aos utilizados em jogos de azar com potencial reconhecido de geração de dependência, produzem um efeito colateral sistemático: o adoecimento psíquico de parcela significativa dos usuários, sob a forma de ansiedade, quadros depressivos, transtorno do jogo e, em casos extremos, ideação suicida associada ao endividamento”, completou.

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